Esta semana não publico uma fotografia onde possa falar de justiça porque ainda estou em fase de análise e renovação de ideias e conceitos que até agora, mal ou bem, com mais ou menos resistência, ainda ia alimentando como estando corretas. E não falo apenas no mais recente caso nacional, falo também em relação aos processos que andam por aí relativos à poluição do Tejo, já que este jornal é regional e as minhas crónicas não têm passado essa fronteira.
Como vi e ouvi ontem num programa da televisão, isto bem explicado é mais ou menos como se eu, hoje de manhã, tivesse vindo à janela e tivesse visto tudo molhado. Choveu de noite, pensaria eu. Mas, espera lá, se contar isto a um juiz ele pergunta se eu vi a chuva a cair. E de fato não vi. Ele então pode deduzir que não é certo que tenha sido chuva. A praça e os telhados das casas estão molhados porque podem ter vindo aqui dezenas de camiões cisterna, cheios de água e terem molhado tudo com umas agulhetas.
Bem, fiquemos esta semana com uma fotografia de natureza que essa, pelo menos, faz-me bem e faz pensar que ainda há coisas belas na vida.
Fotografia: Jarro (ou Copo de Leite), Sardoal, abril de 2021.
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