A pandemia e o confinamento dão-nos tempo para pensar e para fazermos coisas que habitualmente seriam difíceis de concretizar. É um tempo que podemos usar para exercitar a memória, revendo um outro tempo, o que foi passando e que fomos fixando em pequenos instantes aqui e ali, em forma de fotografia.
Abri algumas das pastas de arquivo de negativos que fui fazendo desde 1986 até sensivelmente 2004 (altura que me iniciei timidamente no digital para nunca mais o largar) e comecei o processo de digitalização. E escolhi para esta crónica, esta fotografia, feita em 1991, no Parque Verde do Bonito, no Entroncamento.
Não tem razão de maior, apenas achei curioso o contraste entre aquele tempo e o atual, agora metidos no meio de uma pandemia e que nos impossibilita de podermos ir lá e voltar a fotografar uma paisagem humanizada semelhante.
*Fotografia: Entroncamento, Parque Verde do Bonito, 1991.
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Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.
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