Num dos primeiros dias das novas regras de confinamento e em complemento às anteriores, das quais já não consigo precisar a data (tal a confusão e a sucessão de regras que tem acontecido), ou seja, na passada sexta-feira dia 22 do mês em curso, andei a registar para a posteridade as marcas na paisagem sardoalense destas novas medidas. E não pude ficar indiferente a esta imagem.
Levou-me para outras leituras, quais metáforas já conhecidas e óbvias de uma sociedade gerida por várias formas de pressões, negócios menos claros e lobbies poderosos.
Vi ali a recente discussão do Orçamento de Estado sobre a parte dos nossos impostos que teríamos de garantir para o Novo Banco. E este banco, o da imagem, também permanece intocável, com sinais claros de proteção governamental, mantendo-se vedado às necessidades básicas das pessoas comuns.
Ao lado, uma pessoa descansa sentada numa escada de acesso a uma habitação, como sendo a única forma de se poder apoiar, na solidariedade do dono da casa.
Hoje é dia de eleições. Votem, participem ativamente na escolha da pessoa que vos vai representar.
