No próximo domingo realizam-se as eleições para o Parlamento Europeu. São 17 listas que vão constar no boletim de voto. Repito: 17. O voto eletrónico, em braille e antecipado já são possíveis desta vez, embora todos em fase de experimentação. E acaba o número de eleitor.
Tanta novidade que o país até já parece um país normal, europeu. De resto o que falta? Ah, talvez o propósito disto tudo: falar e discutir “Europa” e saber o que cada candidatura pensa. Mas isso é utopia, à exceção de uma ou outra candidatura de esquerda, os partidos mais votados gastam o tempo de antena a falar dos seus adversários diretos, com críticas às suas campanhas e considerandos sobre política nacional.
De parte das outras listas nem sabemos quem são, por onde andam a fazer campanha e nem sabemos o que pensam e defendem. A comunicação social só dá tempo de antena aos habituais, os que indiretamente dominam os respetivos grupos económicos, os que de alguma forma lhes pagam os salários, tipo rebanho atrás do pastor.
E campanhas de sensibilização à consequência do nosso não-voto? E informação sobre para que se está a votar? E a Europa afinal para onde caminha? Para que servirão estas eleições?
(Fotografia: Sardoal, 17 de maio de 2019)
