Lembrei-me de Conan Osiris, essa personagem que nos vai representar no festival da Eurovisão. Sala de espetáculo, apagam-se as luzes, as crianças estão no palco e os familiares sentados na plateia. Inicia-se a apresentação e é vê-los ali, todos acesos, os telemóveis. Como se o uso daquela minúscula e perturbante luz fosse determinante para terem melhor imagem, mesmo cá no fundo da sala. Nem se importam se estão a incomodar. Aliás, muitas destas pessoas nem se apercebem do que estão a fazer, estão focadas apenas no ecrã.
Uma das pessoas a quem pedi para desligar a luz, podendo continuar a filmar na mesma, pediu desculpa e disse que nem se tinha apercebido que aquilo estava ligado… É que acabam por sair dali sem terem sorvido o momento e sem terem acompanhado efetivamente os seus filhos ou familiares em palco e sem um registo do que lá aconteceu.
Afinal ninguém leva o Conan a sério, apesar de se fartar de dizer a mesma coisa, que partiu o telemóvel. Eles continuam todos por aí. E a serem mal usados.
