Esta é a minha crónica fotográfica número 100. É apenas um número redondo e embora não queira dizer nada, pode dizer muita coisa.
Pode dizer que é possível fazer-se um projeto de comunicação numa região que, embora estando perto da capital, continua longe do mundo e a viver um processo de desertificação que lá, na capital, teimam em ignorar.
Também é altura de dizer “obrigado mediotejo.net” por acreditarem no potencial das pessoas que por cá vão resistindo e ainda deixar um grande obrigado a todos vós, leitores, que também têm sido uma razão efetiva desta colaboração fotográfica.
As minhas crónicas fotográficas têm sido, na grande maioria, com imagens da região, porque entendo que sendo o mediotejo.net um orgão da região para o mundo, faz sentido que eu também reconheça esse compromisso.
Mas a fotografia de hoje, excecionalmente, não é especificamente sobre a região. Mas assinala um fato histórico que não pode ser ignorado por ninguém. É universal. É de todos.
Assinala-se hoje, 27 de janeiro (data em que escrevo esta crónica), o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, o fim de cinco anos de horror que deixaram a Humanidade envergonhada dela própria. Faz 73 anos que Auschwitz abriu as portas para o mundo.
Uma das viagens da minha vida era tentar perceber alguma coisa sobre aquilo tudo.
Estive lá e não trouxe respostas, só mais e mais perguntas.
Um bom domingo para todos e espero que me perdoem esta fuga de pensamento da região.
(Fotografia do Muro de Fuzilamento, captada durante a visita. Janeiro de 2018).
