Esta é a minha crónica fotográfica número 100. É apenas um número redondo e embora não queira dizer nada, pode dizer muita coisa.

Pode dizer que é possível fazer-se um projeto de comunicação numa região que, embora estando perto da capital, continua longe do mundo e a viver um processo de desertificação que lá, na capital, teimam em ignorar.

Também é altura de dizer “obrigado mediotejo.net” por acreditarem no potencial das pessoas que por cá vão resistindo e ainda deixar um grande obrigado a todos vós, leitores, que também têm sido uma razão efetiva desta colaboração fotográfica.

As minhas crónicas fotográficas têm sido, na grande maioria, com imagens da região, porque entendo que sendo o mediotejo.net um orgão da região para o mundo, faz sentido que eu também reconheça esse compromisso.

Mas a fotografia de hoje, excecionalmente, não é especificamente sobre a região. Mas assinala um fato histórico que não pode ser ignorado por ninguém. É universal. É de todos.

Assinala-se hoje, 27 de janeiro (data em que escrevo esta crónica), o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, o fim de cinco anos de horror que deixaram a Humanidade envergonhada dela própria. Faz 73 anos que Auschwitz abriu as portas para o mundo.

Uma das viagens da minha vida era tentar perceber alguma coisa sobre aquilo tudo.

Estive lá e não trouxe respostas, só mais e mais perguntas.

Um bom domingo para todos e espero que me perdoem esta fuga de pensamento da região.

(Fotografia do Muro de Fuzilamento, captada durante a visita. Janeiro de 2018).

Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.

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