Quando passei por Constância, na passada quinta-feira, o dia que o Tejo e o Zêzere conseguiram encontrar-se em plena Praça Alexandre Herculano, algumas pessoas traziam para terra, num barco, um pequeno armário e mais uns pertences de alguém.
De tudo o que tiraram do barco, reparei num quadro, uma pequena pintura, uma paisagem de Constância, vista da outra margem.
No mesmo local, Tina Jofre e Zé Paulo Nobre preparavam-se para entrar no mesmo barco, para irem tentar salvar as recordações da Tina que podiam estar em perigo se o nível da água continuasse a subir. Falou-me de cartazes antigos, fotografias, recortes de jornal, lembranças da sua vida artística.
Mas afinal, aquela pintura que tinha acabado de ser salva, era da autoria do Zé Paulo e vi um sorriso esboçado no seu rosto. E acedeu ao meu pedido para uma fotografia, com o quadro.
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