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Empresas de tecnologia, seguradoras e escritórios de advogados. Freelancers ou empresas de grande dimensão. Todos eles contribuíram para o mercado dos espaços partilhados, que ainda não parou de crescer. 

As primeiras áreas de coworking em Portugal estavam relacionadas com a indústria cultural, mas, nos últimos anos, surgiram projetos em Lisboa, Porto e noutras cidades como resposta à procura de locais flexíveis e acessíveis onde trabalhar.

Apesar de não haver uma relação diária entre os frequentadores destes espaços, a verdade é que eles têm uma dimensão comunitária que vem sendo assinalada em todos os estudos. Existem zonas partilhadas para aquecer a comida e relaxar, sendo que alguns centros oferecem atividades como o ioga ou até uma happy hour. 

A importância de proteger as informações sensíveis

Os escritórios partilhados apresentam grandes vantagens, pela sua flexibilidade e acesso rápido às comodidades básicas de uma empresa. Contudo, trazem também riscos específicos para quem depende de uma ligação à internet que seja estável e, sobretudo, segura.

Quando vários profissionais usam a mesma rede wi-fi, o risco de fugas de informação aumenta exponencialmente. O simples acesso não autorizado ou um ataque direcionado pode comprometer ficheiros, e-mails e dados financeiros. Basta uma vulnerabilidade na rede para os cibercriminosos conseguirem intercetar tráfego e roubar credenciais.

Em ambientes colaborativos, o acesso a impressoras, a partilha de pastas na nuvem e as câmaras de videovigilância são alvos apetecíveis para ataques. Mas não são apenas as grandes empresas ou as startups tecnológicas que correm riscos, uma vez que qualquer trabalhador independente pode ser vítima de roubo de identidade, fraude ou chantagem digital.

Quem lida com dados de clientes, contratos ou informações fiscais não pode deixar de investir na segurança digital, já que a perda de dados ou uma violação de privacidade pode levar a danos irreparáveis na reputação de um negócio, pondo em causa a sua sobrevivência. 

Trabalhar em coworking com segurança 

Os centros de trabalho partilhado costumam funcionar com um conjunto de regras relativas à utilização do espaço, que costumam passar por não falar alto, manter o próprio espaço organizado (e não ocupar o dos vizinhos) e ser cordial no trato. Mas nem todos se lembram de outras práticas de segurança digital que todos os profissionais de coworking deviam seguir:

Atualizar o software e os dispositivos: manter o sistema operativo, o antivírus e as aplicações sempre atualizados.

Utilizar palavras-passe fortes: evitar palavras-passe demasiado óbvias e sempre que possível ativar a autenticação de dois fatores.

Separar redes: se possível, usar uma rede diferente da rede principal do espaço ou partilhar dados através do hotspot do telemóvel para tarefas mais sensíveis.

Desligar quando não usar: terminar a sessão nos dispositivos e desligar-se da rede wi-fi quando não estiver a trabalhar.

Sensibilizar colegas: muitos ataques resultam de erros humanos. Converse com os seus colegas de mesa e incentive-os a adotarem boas práticas de cibersegurança.

Mesmo seguindo estas medidas, confiar numa rede pública de wi-fi pode ser um problema, porque os seus dados são demasiado expostos. Uma boa solução é recorrer à melhor VPN possível, que cria uma ligação encriptada entre o dispositivo e a internet, ocultando o tráfego de possíveis olhares indiscretos. 

Um ambiente partilhado, mas seguro

As VPN são redes virtuais privadas que incluem um serviço de encriptação, políticas de privacidade e servidores rápidos, mas nem todas têm o mesmo nível de segurança. Antes de subscrever um serviço, confirme se ele não guarda registos de navegação e se tem servidores em Portugal, a fim de garantir uma maior velocidade e compatibilidade com os sites e serviços nacionais.

Os espaços de coworking vieram para ficar, mas a segurança digital não pode ser descurada. A adoção de medidas básicas é uma responsabilidade de cada profissional, que deve proteger não só os seus dados, mas também a rede partilhada: afinal, a partilha de espaço não implica a partilha de informações sensíveis. Um ambiente colaborativo pode (e deve) ser também um ambiente seguro.

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