As camas estão distribuídas por três espaços diferentes. Foto: CM VN Barquinha

No concelho de Vila Nova da Barquinha já está montado o dispositivo para acolher doentes infetados e não infetados com o novo Coronavírus. São 67 camas distribuídas por três espaços: o Albergue da Juventude em Tancos (16 camas); o Lar e Residência Autónoma da Associação de Paralisia Cerebral de Vila Nova da Barquinha – APCVNB, na Moita do Norte (17 camas) e o Pavilhão Desportivo da Praia do Ribatejo (34 camas).

Em declarações à Lusa, o presidente da câmara disse que “o dispositivo montado” em Vila Nova da Barquinha “para acolher doentes infetados e não infetados com o novo coronavírus está pronto”, com “cerca de 67 camas numa primeira fase, com possibilidade de reforço imediato, caso a situação se complique”, e que as montagens finais ficaram concluídas ao final do dia de terça-feira, após a aprovação do “Plano Operacional Municipal Covid-19” no início do mês de abril.

“As camas, bem como serviços de higiene, estão distribuídos por três espaços distintos” no concelho de Vila Nova da Barquinha (Santarém), como sejam o Albergue da Juventude em Tancos (16 camas), o Lar e Residência Autónoma da Associação de Paralisia Cerebral de Vila Nova da Barquinha (APCVNB), na Moita do Norte (17 camas) e o Pavilhão Desportivo da Praia do Ribatejo (34 camas), adiantou Fernando Freire (PS).

O autarca disse ainda à Lusa que o plano de contingência “foi operacionalizado com o apoio do Exército português, que disponibilizou as camas para o pavilhão da Praia do Ribatejo”, e contou ainda com a colaboração das Juntas de Freguesia de Tancos, da Praia do Ribatejo e de Vila Nova da Barquinha, bem como da Associação dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha, da Associação Flor da Minha Terra e da APCVNB.

“Estes espaços servem para acolher os utentes das IPSS bem como do Lar Quinta da Margarida, na Atalaia”, indicou, acrescentando que estas instituições “possuem locais próprios para isolamento de infetados, sendo o dispositivo municipal utilizado em caso de emergência”, no âmbito do Plano Operacional Municipal de evacuação de ERPI (lares) da Segurança Social, com equipamentos em retaguarda para idosos não infetados.

O Plano da Segurança Social contempla, ainda, uma rede de primeira linha para acolhimento em plano de evacuação composta por diferentes equipamentos sociais, com equipas das instituições sociais em prevenção, bem como uma lista de voluntariado para o distrito de Santarém – Campanha Nacional da UNITATE e CASES, para acudir em caso de redução significativa de recursos humanos.

Questionado sobre as diretrizes do Plano Operacional Municipal para Lares (ERPI), Fernando Freire deu conta que, “sinteticamente, consiste em planear e coordenar a resposta de proteção e socorro, em estreita ligação com o Comando Distrital das Operações de Socorro de Santarém (CDOS), como elo de ligação com entidades de escalão superior, a Direção-Geral da Saúde, o Corpo de Bombeiros, as Forças de Segurança e demais agentes de Proteção Civil e Serviços”.

Nele constam os procedimentos, a identificação de todas os lares legais do concelho, IPSS e privados, com indicação do número de utentes, género e acamados, e consubstancia a prática de atos concretos de higienização e cuidados a ter por utentes e trabalhadores.

O Plano possui os contactos de todos os responsáveis, bem como a lista de equipamentos preparados para fazer o acolhimento de infetados e não infetados (equipamento, tipo de utilização, número de camas, local, responsável, contactos, etc.), adiantou.

Portugal regista 599 mortos associados à covid-19 em 18.091 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Relativamente ao dia anterior, há mais 32 mortos (+5,6%) e mais 643 casos de infeção (+3,7%).

Das pessoas infetadas, 1.200 estão hospitalizadas, das quais 208 em unidades de cuidados intensivos, e 383 foram dadas como curadas.

Portugal está em estado de emergência desde 19 de março, que deverá ser renovado esta semana por um novo período de 15 dias.

c/LUSA

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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