Surto no Carvalhal (Abrantes) levou a Delegada de Saúde a lançar apelo a escolas e freguesias do Médio Tejo. Foto ilustrativa: DR

A Delegada de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo disse estar preocupada com algum alarme social devido ao surto de covid na aldeia de Carvalhal (freguesia do concelho de Abrantes), e por alguns dos funcionários afetados pelo vírus terem filhos a frequentar o ensino presencial, nomeadamente na escola de Sardoal, o que tem gerado “algum receio de contactos” efetuados. Miguel Borges, presidente daquela autarquia, confirmou ter recebido telefonemas de encarregados de educação preocupados com a situação e de saber de mensagens trocadas entre jovens da comunidade estudantil dos dois municípios reveladoras de alguns receios e de instabilidade com a situação e com os contactos presenciais entretanto ocorridos. “A escola é um local seguro”, assegurou, tendo apelado a que “todos cumpram as regras” de segurança.

Para “desmistificar” algumas situações, Maria dos Anjos Esperança entendeu lançar um comunicado para as escolas e para as freguesias da região do Médio Tejo, nomeadamente de Carvalhal, e para aqueles municípios, reforçando a mensagem a fazer passar e algumas medidas preventivas divulgadas pela Direção Geral da Saúde, de modo a salvaguardar a saúde e segurança da população e a mitigar o contágio da doença covid-19.

“Achei que era necessário porque alguns funcionários tinham filhos na escola [nomeadamente de Sardoal] e naturalmente que os pais têm sempre algum receio dos contactos”. No entanto, notou, “sabemos todos os compromissos que devemos ter” [para evitar a propagação do vírus]. Era importante fazer este esclarecimento [que saiu no comunicado] para as escolas para que houvesse uma desmistificação de qualquer receio das pessoas, e também para a própria freguesia do Carvalhal foi feita uma informação específica (…), com informação que depois seguiu para todas as freguesias [do Médio Tejo] porque são elas que têm a grande responsabilidade de chegar às pessoas”, pela sua proximidade.

“Nada substitui a responsabilidade de cada um nesta luta que estamos todos a travar”, vincou.

Em declarações ao mediotejo.net, o presidente da Câmara de Sardoal disse ter recebido telefonemas de encarregados de educação preocupados com a situação e de saber de mensagens trocadas entre jovens da comunidade estudantil de Sardoal e também com alguns estudantes de Abrantes, com amizades pela proximidade geográfica e porque estiveram juntos recentemente, mensagens e questões reveladoras de alguns receios e de instabilidade com a situação e com os contactos presenciais entretanto ocorridos. No entanto, frisou, a escola é um local seguro e “o grande desafio é que todos cumpram as regras” que sabem ter de cumprir.

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo lançou um comunicado onde informa e reforça a mensagem que os cidadãos devem ter sempre em linha de conta, ou seja, cumprir as regras de etiqueta respiratória, fazer a higiene correta e frequente das mãos, manter o distanciamento físico de segurança, de pelo menos 2 metros, usar corretamente a máscara, e evitar partilhar artigos pessoais.

Os cidadãos devem abster-se de circular em espaços e vias públicas e permanecer no respetivo domicílio, exceto para o estritamente necessário, como por exemplo, deslocações por motivo de saúde, desempenho de atividades profissionais, aquisição de bens e serviços inadiáveis.

A delegada de Saúde Pública, Maria dos Anjos Esperança, alerta ser fundamental evitar os aglomerados de pessoas na rua, nos cafés, convívios e similares. “Não se deve promover estes ajuntamentos seja por que motivo for”, sublinhou.

O sucesso das medidas de Saúde Pública depende da colaboração de todos os cidadãos, das instituições organizações e da sociedade. “Nada substitui a responsabilidade de cada um nesta luta!”, vincou.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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