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Depois de três semanas em subida vertiginosa, o número de novas infeções por covid-19 na região do Médio Tejo atingiu um planalto – é ainda uma tímida linha horizontal no gráfico que o mediotejo.net desenha a partir dos dados diários oficiais das autoridades de saúde, mas carregada de simbolismo. E é para esta linha que olharemos com especial atenção nos próximos dias, na esperança de que o ciclo habitual de propagação do coronavírus de repita, e que os valores comecem a descer, comprovando que foi atingido o pico desta vaga.

A incidência continua ainda muito alta, por força da variante Ómicron, com uma média superior a 600 casos por dia ao longo da última semana no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, e com todos os concelhos “no vermelho”, com um risco de contágio extremo. 

Ao dia de hoje, 16 de janeiro, o concelho do Sardoal é o que apresenta um risco mais elevado, com 5.165 casos por cada 100 mil habitantes, seguindo-se Ferreira do Zêzere, com 4.564, e Constância, com 4.098 casos por cada 100 mil habitantes.

Em termos absolutos, foi em Ourém que se registaram mais casos nos últimos 14 dias (1.791), seguindo-se Tomar (1.446) e Abrantes (1.271).

Em fase de descida clara parece estar apenas o município de Mação. Em Ferreira do Zêzere, que atingiu valores recorde de casos a nível nacional, verificou-se uma descida acentuada na semana passada mas as infeções voltaram a crescer, embora não de forma tão rápida como anteriormente. Em todos os outros concelhos não se conseguem ainda verificar “bons sinais” ao nível da diminuição do risco de contágio.

O número de pessoas internadas em cuidados intensivos mantém-se em valores estáveis e os óbitos estão muito abaixo dos verificados no ano passado, com 20 mortes registadas entre 1 de dezembro de 2021 e 16 de janeiro de 2022, quando em período homólogo (2020/2021) foram contabilizados 104 óbitos.

Mais infeções na faixa dos 40 anos

Portugal registou mais 32.271 infeções e 33 mortes provocadas pelo vírus da covid-19 nas últimas 24 horas, segundo os dados oficiais de hoje da pandemia, que dão conta de mais 80 pessoas internadas com a doença, desde sábado.

Estão agora internadas 1.813 pessoas infetadas com o vírus SARS-CoV-2, sendo que 168 delas estão em unidades de cuidados intensivos (mais cinco do que no dia anterior), segundo os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Os 33 novos óbitos associados à covid-19 (o mesmo número registado no sábado) ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo (14), na região Norte (8), no Centro (4), no Alentejo (3), no Algarve (2) e na Madeira (2).

Uma destas pessoas que morreu tinha entre 20 e 29 anos, mas a maioria dos óbitos (23) são de maiores de 80 anos.

Houve também registo da morte de uma pessoa entre os 50 e os 59 anos de idade, de uma entre os 60 e os 69 e de sete entre os 70 e os 79 anos.

O maior número de novas infeções registou-se na região Norte (13.166) e em Lisboa e Vale do Tejo (11.501). Seguiram-se a região Centro (mais 3.640 infeções), Madeira (1.327), Algarve (1.201), Alentejo (808) e Açores (628).

As faixas etárias até aos 59 anos foram aquelas com mais novas infeções confirmadas, com o maior número a registar-se nos grupos dos 40 aos 49 anos (5.578 casos) e dos 30 aos 39 (5.024). Por outro lado, foi entre os maiores de 80 anos que se detetaram menos infeções nas últimas 24 horas (673). As autoridades de saúde têm hoje em vigilância 280.944 contactos, mais 18.910 do que no sábado.

Há um ano, em 16 de janeiro de 2021, Portugal registava 10.947 novas infeções (menos quase 22.500 do que hoje), mas um número muito maior de mortes (166), de internados (4.653) e de internados em cuidados intensivos (638).

Desde o início da pandemia, em março de 2020, já morreram em Portugal 19.303 pessoas com covid-19 e foram confirmadas 1.884.974 infeções pelo SARS-CoV-2.

*Com Lusa

Patrícia Fonseca

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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