Escola Secundária Santa Maria do Olival, em Tomar. Foto: DR

A Escola Secundária Santa Maria do Olival, em Tomar, entra hoje na segunda semana em que está encerrada por completo, com todas as turmas com aulas à distância. Esta é a única escola encerrada na região do Médio Tejo tendo a delegada de Saúde Pública dado conta que o vírus já estava a ser transmitido dentro da escola, de alunos para alunos e, posteriormente, de alunos para professores.

Em declarações ao mediotejo.net, Maria dos Anjos Esperança, deu conta da medida adotada para a aplicação do regime não presencial das aulas para todas as turmas do 9º ao 12º ano na escola de Tomar, que encerrou a 16 de novembro, por um período previsível de duas semanas. A responsável fez ainda um ponto de situação relativamente às medidas que as autoridades de saúde implementam quando há casos positivos de covid-19 em contexto escolar.

ÁUDIO MARIA DOS ANJOS ESPERANÇA, DELEGADA DE SAÚDE:

A Escola Secundária Santa Maria do Olival deverá reabrir apenas no dia 2 de dezembro. “Dada a situação epidemiológica na Escola Secundária Santa Maria do Olival, que determinou o isolamento profilático de sete turmas e face à possibilidade de transmissão em ambiente escolar, foi autorizado pela diretora-geral da Saúde, a transição para o regime de aulas não presencial a todas as turmas”, referiu a autarquia de Tomar, em nota de imprensa.

Escolas com 477 surtos, mas sem necessidade de antecipar férias – Governo

Portugal tem 477 surtos ativos de infeção em escolas pelo novo coronavírus, afirmou na sexta-feira o secretário de Estado da Saúde, que descartou para já a possibilidade de antecipar as férias de natal dos alunos.

“Não nos parece que as escolas sejam focos de grande intensidade”, referiu António Lacerda Sales na conferência de imprensa de acompanhamento da pandemia da covid-19.

O secretário de Estado da Saúde indicou que há 291 surtos em escolas na região de Lisboa e Vale do Tejo, 72 na zona Centro, 58 na zona Norte, 29 no Alentejo e 27 no Algarve, num total de 477. Estes números incluem estabelecimentos de todos os níveis de ensino, públicos e privados, desde creches a instituições de ensino superior, esclareceu mais tarde a Direção-Geral da Saúde.

“Nada nos antecipa” que seja necessário mudar o calendário escolar, referiu o governante, que considerou que “as autoridades de saúde fazem bem o trabalho de segregação do que são os casos positivos, contactos de alto risco e contactos de baixo risco”.

Turmas, zonas de escolas ou estabelecimentos inteiros só fecham “caso a autoridade de saúde o entenda, de acordo com a estratificação do risco”.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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