ACES Médio Tejo soma 157 doentes e a maioria tem entre 30 e 39 anos. Foto: DR

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo tem mais três pessoas infetadas com o novo coronavírus nas ultimas 24 horas sendo dois casos registados em Torres Novas e um no Entroncamento (+ 1.9%). Este ACES tem agora um total acumulado de 157 casos, tendo 98 pessoas já recuperadas e 54 em vigilância ativa. Torres Novas é o concelho mais atingido no Médio Tejo, com 42 pessoas infetadas, seguido de Ourém, com 37, e Abrantes, com 21 casos registados.

A Delegada de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, Maria dos Anjos Esperança, disse que estes novos casos reportam-se a pessoas em idade ativa, as que mais circulam e têm mais vida social, tendo observado que a faixa etária mais afetada em termos numéricos apresenta uma média de idades entre os 30 e os 39 anos.

A Sertã tem seis casos confirmados, dos quais quatro pessoas recuperadas da doença, e Vila de Rei teve um doente, também já considerado curado. No total dos 13 municípios da região do Médio Tejo há um acumulado de 164 casos confirmados de covid-19, sendo que 105 pessoas estão já recuperadas do vírus.

Torres Novas (42), Ourém (37), Abrantes (21), Tomar (19), Entroncamento (12), Alcanena (11), Vila Nova da Barquinha (7), Constância (3), Ferreira do Zêzere e Mação (2) e Sardoal (1) e a par de duas mortes [em Tomar (1) e em Alcanena (1)], são os dados acumulados referentes ao ACES Médio Tejo ao dia de hoje [sexta-feira].

Torres Novas tem 19 pessoas em vigilância ativa, ao passo que Ourém tem 14 pessoas, Abrantes tem 11, Constância e Entroncamento têm quatro pessoas e Tomar apenas duas.

Ainda pelo Médio Tejo, na área territorial da CIM Médio Tejo, mas ligados ao ACES do Pinhal Interior Sul, há sete casos positivos a registar, seis (6) dos quais na Sertã e um (1) em Vila de Rei. Um doente em Vila de Rei e quatro na Sertã já foram dados como recuperados. Assim, os 13 concelhos da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo têm até esta sexta-feira, dia 08 de maio, um total de 164 pessoas infetadas pela covid-19, das quais resultaram duas mortes e 105 pessoas recuperadas.

O ACES Médio Tejo abrange 11 municípios e cerca de 225 mil utentes/frequentadores, sendo composto pelos municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha. Vila de Rei e Sertã estão ligados ao ACES do Pinhal Interior Sul.

Gavião e Ponte de Sor, no Alto Alentejo, continuam sem registar casos de covid-19. No entanto, na página da Direção Geral da Saúde (DGS), o concelho de Ponte de Sor surge com três casos confirmados, tendo o mediotejo.net apurado que os dados reportam-se a pessoas que há muito não residem naquele município, tendo, no entanto, ainda ali registada a sua residência.

Na Lezíria do Tejo a Chamusca regista nove casos, entre os quais uma pessoa recuperada e um óbito a lamentar. A Golegã tem dois casos confirmados. No total, a a região da Lezíria soma 12 óbitos: Santarém (3), Benavente (2), Salvaterra de Magos (2), Almeirim (1), Chamusca (1), Cartaxo (1), Coruche (1) e Alpiarça (1).

A Lezíria do Tejo apresentava até às 17:30 desta sexta-feira um total acumulado de 320 doentes, dos quais 111 casos no concelho de Santarém, 51 em Benavente e 40 em Coruche, segundo dados recolhidos pela Rede Regional.

O distrito de Santarém soma assim, às 19:30 de hoje, 477 casos (320 na Lezíria do Tejo e 157 no Médio Tejo), e um total de 14 óbitos (12 na Lezíria e dois no ACES Médio Tejo). A Lezíria do Tejo apresentava 208 doentes recuperados e o ACES Médio Tejo tem agora 98, o que dá um total de 306 pessoas recuperadas do vírus.

Portugal está desde domingo em situação de calamidade devido à pandemia de covid-19, depois de 45 dias em estado de emergência, que vigorou entre 19 de março e 02 de maio.

Portugal regista hoje 1.114 mortes relacionadas com a covid-19, mais nove do que na quinta-feira, e 27.268 infetados (mais 553), segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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