ACES Médio Tejo sem sinal do vírus, num dia em que Portugal ultrapassa a barreira dos mil mortos. Foto: mediotejo.net

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo não teve sinais do vírus nem novos casos de pessoas infetadas com covid-19 nas últimas 24 horas, sendo que na ultima semana apenas na quinta-feira houve novos casos a registar. Os 11 municípios deste ACES têm um total de 141 casos identificados, 51 casos recuperados e 44 pessoas  em vigilância ativa. A Sertã tem seis casos confirmados, a par de duas pessoas recuperadas da doença, e Vila de Rei teve um doente, também já considerado curado. No total dos 13 municípios da região do Médio Tejo há um acumulado de 148 casos confirmados de covid-19, sendo que 54 pessoas estão já recuperadas do vírus.

A Delegada de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, Maria dos Anjos Esperança, destacou ao mediotejo.net o facto desta semana não haver registos de novos casos, à exceção do dia de quinta-feira, e falou sobre as regras a serem tidas em linha de conta pelos portugueses que vão regressar ao trabalho, agora que vai ser levantado o estado de emergência nacional.

Ourém e Torres Novas (35), Tomar (18), Abrantes (17), Alcanena e Entroncamento (11), Vila Nova da Barquinha (7), Ferreira do Zêzere, Constância, Mação (2) e Sardoal (1) e a par de duas mortes [em Tomar (1) e em Alcanena (1)], são os dados acumulados referentes ao ACES Médio Tejo ao dia de hoje [sexta-feira] e validados por Maria dos Anjos Esperança, Delegada de Saúde Pública.

Os concelhos de Ourém e de Torres Novas são os que registam maior número de casos confirmados (35), seguidos de Tomar (18) e Abrantes (17). A região do ACES Médio Tejo contabiliza agora, até às 19:30 de hoje, 141 casos de pessoas infetadas, 51 pessoas recuperadas e dois óbitos confirmados (em Alcanena e em Tomar).

Ainda pelo Médio Tejo, na área territorial da CIM Médio Tejo, mas ligados ao ACES do Pinhal Interior Sul, há agora sete casos positivos a registar na Sertã (6) e em Vila de Rei (1). Um doente em Vila de Rei e dois na Sertã já foram dados como recuperados. Assim, os 13 concelhos da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo têm até esta sexta-feira, dia 01 de maio, um total de 148 pessoas infetadas pela covid-19, das quais resultaram duas mortes e 54 pessoas recuperadas.

O ACES Médio Tejo teve até hoje 1.055 pessoas contactadas na investigação dos casos. Em vigilância ativa estiveram até agora um total de 552 cidadãos, 508 dos quais já saíram do período de 14 dias de quarentena. Mantêm-se 44 pessoas em vigilância ativa. A maioria destes dados acumulados estão registados em Torres Novas (131), Abrantes (91) e Tomar (85). Segue-se o concelho de Ourém (81), Entroncamento (69), Alcanena (38), Vila Nova da Barquinha (33), Ferreira do Zêzere (14), Sardoal e Mação (5).

O ACES Médio Tejo abrange 11 municípios e cerca de 225 mil utentes/frequentadores, sendo composto pelos municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

Vila de Rei e Sertã estão ligados ao ACES do Pinhal Interior Sul.

Gavião e Ponte de Sor, no Alto Alentejo, continuam sem registar casos de covid-19. No entanto, na página da Direção Geral da Saúde (DGS), o concelho de Ponte de Sor surge com três casos confirmados, tendo o mediotejo.net apurado que os dados reportam-se a pessoas que há muito não residem naquele município, tendo, no entanto, ainda ali registada a sua residência.

Na Lezíria do Tejo a Chamusca regista nove casos, entre os quais uma pessoa recuperada e um óbito a lamentar. A Golegã tem dois casos confirmados. No total, a a região da Lezíria soma 11 óbitos: Santarém (3), Benavente (2), Salvaterra de Magos (2), Almeirim (1), Chamusca (1), Cartaxo (1) e Coruche (1).

A Lezíria do Tejo apresentava até às 19:30 de hoje um total acumulado de 295 doentes, dos quais 106 casos no concelho de Santarém, 49 em Benavente, 40 em Coruche, 29 no Cartaxo, 21 em Almeirim, 16 em Rio Maior, 14 em Salvaterra de Magos, e 9 em Alpiarça, segundo dados recolhidos pela Rede Regional.

O distrito de Santarém soma assim, às 19:30 de hoje, 436 casos (295 na Lezíria do Tejo e 141 no Médio Tejo), e um total de 13 óbitos (11 na Lezíria e dois no ACES Médio Tejo). A Lezíria do Tejo apresentava 140 doentes recuperados e o ACES Médio Tejo tem hoje 51, o que dá um total de 191 pessoas recuperadas do vírus.

Portugal regista hoje 1.007 mortos associados à covid-19, mais 18 do que na quinta-feira, e 25.351 infetados (mais 306), indica o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Comparando com os dados de quinta-feira, em que se registavam 989 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1,8%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (25.351), os dados da DGS revelam que há mais 306 casos do que na quinta-feira, representando uma subida de 1,2%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (578), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (202), do Centro (201) Algarve (13), dos Açores (12) e do Alentejo que regista um caso, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de quinta-feira.

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, 514 vítimas mortais são mulheres e 493 são homens.

Das mortes registadas, 681 tinham mais de 80 anos, 197 tinham entre os 70 e os 79 anos, 88 entre os 60 e 69 anos, 31 entre 50 e 59, e 10 entre os 40 e os 49.

Do total das pessoas infetadas, a grande maioria está a recuperar em casa, totalizando 21.805, menos 236 do que na quinta-feira (1,09%).

Os dados indicam que 892 doentes estão internados, menos 76 do que na quinta-feira (-7,8%), e 154 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, menos 18, o que representa uma descida de 10%.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus (1.496), seguido por Vila Nova de Gaia (1.404), Porto (1.236), Matosinhos (1.142), Braga (1.074), Gondomar (1.010), Maia (870), Valongo (729), Sintra (595), Guimarães (609), Ovar (565) e Coimbra, com 416 casos.

Desde o dia 01 de janeiro, registaram-se 251.269 casos suspeitos, dos quais 3.828 aguardam resultado dos testes.

Há 222.090 casos em que o resultado dos testes foi negativo, refere a DGS, adiantando que o número de doentes recuperados aumentou para 1.647, mais 128 do que na quinta-feira (7,7%).

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 15.231, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 5.939, da região Centro, com 3.419, do Algarve (331) e do Alentejo (218).

Os Açores registam 127 casos de covid-19 e a Madeira 86, mantendo os números de quinta-feira.

A DGS regista também 29.756 contactos em vigilância pelas autoridades de Saúde.

Do total de infetados, 14.983 são mulheres e 10.368 homens.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (4.307), seguida da faixa dos 40 aos 49 anos (4.262) e das pessoas com mais de 80 anos (3.967 casos).

Há ainda 3.544 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 2.940 entre os 60 e 69 anos, 2.937 entre os 20 e os 29 anos e 2.227 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista ainda 406 casos de crianças até aos nove anos e 761 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 171 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França e 88 do Reino Unido. Há ainda centenas de casos importados de dezenas de outros países.

De acordo com o boletim, 44% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 34% febre, 25% dores musculares, 20% cefaleia, 18% fraqueza generalizada e 15% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 86% dos casos confirmados.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 233 mil mortos e infetou mais de 3,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Cerca de 987 mil doentes foram considerados curados.

Portugal está em estado de emergência até às 24:00 de sábado e às 00:00 de domingo passa para situação de calamidade, tendo o Governo aprovado na quinta-feira o plano de desconfinamento.

c/LUSA

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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