Cortejo de oferendas dos Bombeiros de Ourém regressou às ruas da cidade. Foto: CMO

“O maior cortejo de sempre realizado em Ourém, a favor dos Bombeiros Voluntários”, foi desta forma que o presidente da Câmara Municipal e o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Ourém descreveram o evento realizado na tarde de domingo, 25 de setembro, com a população a apoiar os bombeiros com uma verba superior a 150 mil euros.

A solidariedade para com os soldados da paz oureenses regressou às ruas da cidade de Ourém, seis anos decorridos desde o último cortejo de oferendas a favor da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ourém, uma tradição destinada a angariar fundos para esta Associação que presta proteção e socorro à população do concelho.

O cortejo teve início com o desfile de fanfarras, desfile motorizado e apeado dos Bombeiros Voluntários de Ourém, perante as ruas repletas de munícipes e uma tribuna de honra composta pelo executivo municipal, presidentes de Junta, demais autarcas e representantes das forças de segurança e corporações de Bombeiros Voluntários.

Contas feitas, as ofertas das freguesias do concelho e da comunidade emigrante ascenderam a cerca de 157 mil euros, valor que não contempla ofertas de bens materiais, como materiais de construção, máquinas, entre outros. Por apurar está ainda, a receita amealhada no decurso do desfile.

No final do cortejo, o presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Miguel Albuquerque, citado em nota de imprensa, manifestou o seu orgulho na solidariedade demonstrada pela população de Ourém.

 “Vivemos tempos muito difíceis neste verão, para além das dificuldades da atual conjuntura económica que atravessamos, é extremamente gratificante e um orgulho enorme, testemunhar o que assistimos aqui hoje. A população mobilizou-se e o resultado está à vista: o maior cortejo de sempre realizado em Ourém, a favor dos bombeiros. Estou muito satisfeito por esta prova de solidariedade e entreajuda que presenciámos.”

O edil enalteceu ainda o esforço e a colaboração de todas as freguesias na angariação de donativos para a corporação, salientando que ” esta verba será determinante na ajuda aos bombeiros, tendo em conta a extensão e a violência dos incêndios do verão transato”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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