Dos monumentos inscritos como Património Mundial da Humanidade – além do Mosteiro do Jerónimos e da Torre de Belém – evidenciam-se o Mosteiro da Batalha, com 354.905 visitantes, o Convento de Cristo, em Tomar, com 349.401, e o Palácio Nacional de Mafra, que acolheu 216.097 entradas, em 2024.
As visitas aos museus, monumentos e palácios nacionais mantiveram-se acima dos cinco milhões, em 2024, verificando-se uma ligeira descida em relação a 2023, anunciou a Museus e Monumentos de Portugal.
Naquele ano, entre os equipamentos culturais de gestão municipal de Tomar, a Sinagoga voltou a ser o monumento mais visitado, com um total de 47.841 entradas, das quais 28.943 de estrangeiros.
Também o Núcleo Interpretativo da Sinagoga manteve esta tendência, com um total de 27.096 visitas, das quais 15.336 de fora do país.
O segundo local mais procurado foi a Capela de Santa Iria, que registou um total de 31.261 visitantes, com a larga maioria (20.942) a serem turistas portugueses.

Já o Complexo Cultural da Levada, que acolhe os Núcleos Museológicos da Fundição Tomarense e da Central Elétrica, o Centro Interpretativo Tomar Templário, assim como a Moagem A Portuguesa, com o projeto “Fábrica das Artes | Tomar”, representou 20,9% do total das visitas, com 40.848 visitantes, repartidos pelos diversos espaços.
Visitantes de museus e monumentos nacionais mantiveram-se acima dos cinco milhões em 2024
As visitas aos museus, monumentos e palácios nacionais mantiveram-se acima dos cinco milhões, em 2024, verificando-se uma ligeira descida em relação a 2023, anunciou a Museus e Monumentos de Portugal (MMP).
De acordo com a empresa pública que gere 38 equipamentos culturais nacionais desde janeiro de 2024, as visitas registadas passaram de 5.157.404, em 2023, para, 5.065.228, em 2024 (-1,8%), numa “ligeira descida”, segundo comunicado divulgado por aquela entidade.
“Num ano marcado pelo encerramento total ou parcial de vários museus e monumentos para obras de reabilitação, a maioria no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o número de visitantes assinalou uma tendência de estabilização”, indicam os números oficiais, que revelam menos 92.132 entradas em relação a 2023.
De acordo com as estatísticas de 2024, os visitantes com entrada paga representaram 66% do total, entre os quais se destacam os turistas estrangeiros, que perfazem 55% do total, acrescenta ainda a MMP, organismo do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto.
Entre os equipamentos culturais mais visitados em 2024, destacam-se quatro monumentos: o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, que volta a liderar com 946.014 entradas, seguido pela Fortaleza de Sagres, com 443.691 visitantes, a Torre de Belém, com 387.379 entradas, e o Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, que somou 376.331 visitantes.

Dos monumentos inscritos como Património Mundial da Humanidade – além do Mosteiro do Jerónimos e da Torre de Belém – evidenciam-se o Mosteiro da Batalha, com 354.905 visitantes, o Convento de Cristo, em Tomar, com 349.401, e o Palácio Nacional de Mafra, que acolheu 216.097 entradas, em 2024.
No que respeita aos museus, sobressaem o Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, que no ano passado recebeu 297.203 visitantes, e o Museu Nacional dos Coches/Picadeiro Real, em Lisboa, com 219.506 entradas.
Tomar quer aliar aumento de visitantes ao turismo de qualidade
Tomar quer potenciar a atual dinâmica turística concelhia com aposta na história templária, turismo religioso e desportos natureza, privilegiando a qualidade em detrimento de um turismo de massas. Os monumentos e espaços culturais em Tomar registaram em 2024, no total, mais de meio milhão de turistas, com os equipamentos de gestão municipal a aumentarem 7% face ao ano anterior e o Convento de Cristo a destacar-se nas contas globais.

“Eu creio que tem muito a ver, de uma forma geral, com a capacidade que temos tido nos últimos anos de promover Tomar e de Tomar se conseguir colocar em várias frentes numa clara intenção nossa de diversificar aquilo que são os interesses turísticos e também para fazer as pessoas ficarem mais tempo, porque é isso que deixa naturalmente resultados na economia local”, disse o presidente da Câmara de Tomar ao mediotejo.net em abril deste anos, questionado sobre a importância do fluxo turístico registado.
“Naturalmente que nós há muitos anos que temos uma pérola inestimável, e que poucos têm, que é de facto o nosso património classificado” pela Unesco, “o Convento de Cristo e o Castelo Templário, e que em regra todos os anos é dos monumentos mais visitados do país”, disse Hugo Cristóvão,. tendo feito notar que “a grande dificuldade identificada”, quando iniciámos esta governação há uma década, era que recebia muitos visitantes, mas depois muitas vezes, não ficavam na cidade, não passavam às vezes sequer na cidade”.

“E esse era o obstáculo e o desafio a enfrentar e decidimos apostar em várias frentes. Na requalificação de património, eu recordo a requalificação que fizemos da nossa sinagoga e que traz muitas pessoas a Tomar, mas também a reabilitação que fizemos da Igreja de São João Batista e depois a intervenção que fizemos no Aqueduto dos Pegões e, enfim, em várias outras intervenções mais pequenas em algum outro património e, no fundo, também a reabilitação, por exemplo, no centro histórico vai acontecendo”.
O resultado da aposta nas “várias frentes”, indicou, “ligado à temática dos templários, turismo religioso, questão judaica e do período da romanização, em estamos também a finalizar aquilo que será o centro interpretativo do nosso Fórum Romano. Estamos a apostar em muitas frentes para que esta indústria do turismo tenha sustentabilidade todo o ano, oferta todo o ano e não apenas em alguns momentos ou em alguns eventos específicos”, declarou, dando conta que o potencial é ainda de crescimento.




“A questão dos eventos tem sido também importante e esse foi outro dos desafios a que nos propusemos, às vezes mal compreendido por alguma oposição, ou um ou outro cidadão que acha que há muitas festas e festarolas, como popularmente se diz, mas a verdade é que isso mantém, contribui, para que o município seja atrativo ao longo de todo o ano e, mais uma vez, em muitas frentes, do desporto à cultura, à educação, enfim, há muitos eventos diversificados, muitos deles que não acarretam grandes custos ao município”.
“Tem que ser numa lógica assim integrada e estou aqui a esquecer outras frentes, mas não quero deixar de referir uma, que é a questão específica da Albufeira do Castelo de Bode, que é todo um outro universo e onde, muitas vezes, este número de turistas não entra nestas contagens, como em várias outras”.

“O objectivo é manter uma lógica de qualidade e não tanto de quantidade, apesar de ainda haver espaço para crescer. Mas, na verdade, esse número (meio milhão) estará aquém. Por exemplo, só na questão da Albufeira de Castelo de Bode e quem vem à procura dos desportos náuticos, que neste momento também já têm oferta ao longo de todo o ano, serão cerca de 100 mil pessoas/ano e que não entram nas contas dos monumentos e equipamentos culturais”.
“E, portanto, eu diria que esse número até estará abaixo da realidade, mas, na verdade, queremos continuar a crescer com calma, com qualidade, sem procurar (turismo) de massas. E esse é o grande desafio. É agarrar as pessoas ao património, ao território e dar-lhes razões para querer voltar, para passar a palavra a outros e elas próprias quererem voltar”, declarou.
“Portugal tem poucas marcas que sejam reconhecidas e vendáveis no exterior. E a nossa região (Médio Tejo) tem duas, óbvias. Fátima e Templários”, notou Hugo Cristóvão.

ÁUDIO | HUGO CRISTÓVÃO, PRESIDENTE CM TOMAR:
Em nota de imprensa divulgada em abril, a Câmara Municipal de Tomar deu conta dos visitantes que recebeu no ano de 2024, tendo indicado que, “nas visitas a equipamentos museológicos e monumentos de gestão municipal”, houve um “aumento de cerca de 7% de entradas em relação ao ano anterior”, totalizando perto de 200 mil visitas.
Assim, em 2024, foram registados 195.540 visitantes nos equipamentos culturais de gestão municipal de Tomar, enquanto em 2023, ano da Festa dos Tabuleiros, evento que decorre de quatro em quatro anos, houve 182.126 visitantes e em 2022 foram registados 134.071.

Dos 195.540 visitantes aos equipamentos culturais de gestão municipal de Tomar em 2024, 112.408 foram portugueses (57,49%) e 83.132 estrangeiros (42,51%).
Entre os visitantes estrangeiros, 21,52% vieram dos Estados Unidos da América, 14,62% de Espanha, 11,98% de França e 9,89% do Brasil.

No comunicado, a Câmara de Tomar indica que o número de visitantes em 2024 é “muito significativo” e revelador de como a cidade tem tido um “crescendo de procura turística independentemente do Convento de Cristo”, cujos valores não se encontram nesta contabilização, uma vez que aquele monumento, Património da Humanidade, não está sob a tutela do município.
A Lusa contactou a direção do Convento de Cristo, gerida pela Museus e Monumentos de Portugal, tendo fonte oficial do monumento indicado em abril deste ano que os números de 2024 ainda não haviam sido divulgados pela tutela, tendo avançado, no entanto, que superavam os 311.879 visitantes registados em 2023, dados que se confirmam agora, com a divulgação oficial que o Convento de Cristo, em Tomar, recebeu 349.401 visitantes em 2024.

Naquele ano, entre os equipamentos culturais de gestão municipal de Tomar, a Sinagoga voltou a ser o monumento mais visitado, com um total de 47.841 entradas, das quais 28.943 de estrangeiros.
Também o Núcleo Interpretativo da Sinagoga manteve esta tendência, com um total de 27.096 visitas, das quais 15.336 de fora do país.
O segundo local mais procurado foi a Capela de Santa Iria, que registou um total de 31.261 visitantes, com a larga maioria (20.942) a serem turistas portugueses.




Já o Complexo Cultural da Levada, que acolhe os Núcleos Museológicos da Fundição Tomarense e da Central Elétrica, o Centro Interpretativo Tomar Templário, assim como a Moagem A Portuguesa, com o projeto “Fábrica das Artes | Tomar”, representou 20,9% do total das visitas, com 40.848 visitantes, repartidos pelos diversos espaços.






c/LUSA
