Convento de Cristo com restrições adicionais devido a obras. Foto: CC

O Convento de Cristo, em Tomar, apresenta novos condicionalismos em algumas áreas do monumento devido a trabalhos de conservação e restauro dos Claustros D. João III e Santa Bárbara, que se juntam às restrições no Castelo Templário e jardim.

Segundo comunicado da direção do Convento de Cristo, os espaços com acesso condicionado incluem o Terraço Sul (com acesso à Horta dos Frades), as alas sul e nascente do rés-do-chão e primeiro piso do Claustro Principal, o Terraço “da Cera” do Claustro Principal e o piso térreo do Claustro de Santa Bárbara.

Os condicionalismos juntam-se às limitações previamente anunciadas, que incluem o encerramento do Castelo Templário, perímetro do castelo, jardim, acesso às muralhas e passagem para a Mata dos Sete Montes desde 03 de novembro, por um período estimado de pelo menos quatro meses, no âmbito da reabilitação do Paço Henriquino, Alcáçova e requalificação do jardim, integrada no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Apesar das restrições, o Convento de Cristo continua acessível ao público pela fachada norte.

O investimento em curso no monumento envolve duas empreitadas principais, financiadas pelo PRR, que representam um investimento global de 6,74 milhões de euros.

A primeira, dedicada à conservação e restauro dos Claustros D. João III e Santa Bárbara, foi adjudicada por 1,6 milhões e iniciou-se a 29 de julho de 2025, com prazo de execução de 330 dias e conclusão prevista para 30 de junho de 2026.

A segunda empreitada, destinada à reabilitação do Paço Henriquino, Alcáçova, Castelo e requalificação do jardim – fase 1, iniciou-se a 01 de setembro de 2025, com um investimento de 3,9 milhões de euros, prazo de execução de 300 dias e término igualmente previsto para 30 de junho de 2026.

A diretora do Convento afirmou que a intervenção financiada pelo PRR irá permitir musealizar e abrir ao público áreas do castelo até agora inacessíveis, criando novas formas de visitação e reforçando a leitura do legado templário.

Segundo Andreia Galvão, o monumento deve ser entendido como um conjunto inseparável do Castelo Templário fundado em 1160, núcleo que continua a ser o principal fator de atração para milhares de visitantes.

O aumento da procura é visível: de 312 mil visitantes em 2023 para mais de 349 mil em 2024, reforçando o interesse crescente pelo sítio classificado pela UNESCO.

Fonte oficial do Convento de Cristo disse à Lusa que a evolução das obras condiciona o levantamento das restrições, sem previsão de alteração a curto prazo, sendo as intervenções realizadas por fases para minimizar os constrangimentos aos visitantes.

O PRR é um programa nacional com execução prevista até 2026 que visa implementar reformas e investimentos para promover o crescimento económico sustentado após a pandemia de covid-19.

Na área da cultura, abrange intervenções em património cultural classificado de 73 sítios, museus, monumentos e palácios nacionais, num valor global de 192.890.969,35 euros.

LUSA

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