O Convento de Cristo e a entidade Museus e Monumentos de Portugal procederam esta quinta-feira, 22 de maio, ao abate de um pinheiro manso (Pinus Pinea) de grande porte situado junto à alcáçova do Castelo de Tomar, por motivos sanitários. A árvore havia sido diagnosticada como estando infestada pelo nemátodo-da-madeira-do-pinheiro, um verme prejudicial ao nível ecológico, económico e social.
Segundo a diretora do Convento de Cristo, Andreia Galvão, “esta árvore foi diagnosticada como estando infestada pelo nemátodo-da-madeira-do-pinheiro e, por isso, de acordo com os procedimentos sanitários instituídos, foi hoje abatida seguindo-se a respetiva queima”, lê-se em nota de imprensa enviada às redações.
O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) explica que o nemátodo-da-madeira-do-pinheiro – nome comum para Bursaphelenchus xylophilus – é um verme microscópico do grupo das lombrigas, o agente causal da doença-da-murchidão-do-pinheiro (DMP).
Este verme ataca resinosas, preferencialmente pinheiros, e a sua dispersão para as espécies hospedeiras é realizada por um inseto-vetor, o longicórnio-do-pinheiro )Monochamus galloprovinciallis).
Este organismo é considerado uma grave ameaça aos povoamentos de pinho, essencialmente pinheiro bravo (Pinus pinaster Aiton) sendo por esse motivo, e dado os seus potenciais impactes ao nível ecológico, económico e social, considerado organismo prejudicial para a União Europeia.
O nemátodo-da-madeira-do-pinheiro está identificado pela Organização Europeia e Mediterrânica para a Proteção das Plantas como organismo de quarentena, existindo fortes restrições à circulação de plantas, material lenhoso, produtos e subprodutos das espécies hospedeiras do NMP.

