"Da Vinci Simulacrum", exposição temporária no MIAA, em Abrantes. Fotografia: Diogo Pinto/mediotejo.net

Por Diogo Pinto e Joana Martins, jornalistas estagiários

Desconstruir e reinterpretar algumas das mais emblemáticas obras de Leonardo Da Vinci, tomando como ponto de partida os pressupostos geométricos existentes num inconsciente coletivo, foi o desafio assumido pela artista plástica Margarida Sardinha, agora em exposição no Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes (MIAA).

Em “Da Vinci Simulacrum” questiona-se o modo de apreensão e também a análise de uma estrutura interna inata. “O interesse é perceber que quando se fala de símbolos, arquétipos ou imutabilidade, existe uma estrutura por detrás daquele símbolo que se pode explorar de diferentes modos. Um símbolo pode ser político, religioso, científico ou comunitário”, considera Margarida Sardinha.

“O mesmo símbolo pode refletir diversas formas de pensar e representar diferentes significados em diferentes culturas e de diversos modos”, pode ler-se no catálogo da exposição.

“Contra-parede”, em exposição no MIAA. Fotografia: Diogo Pinto/mediotejo.net

A exposição “Contra-Parede”, dos artistas Ana Vidigal, Nuno Nunes-Ferreira e Pedro Gomes, desenvolve-se em torno da parede, como lugar privilegiado para a intervenção artística. Os artistas propõem, de diferentes formas, questionar o espaço arquitetónico em que as obras são apresentadas. 

As peças conquistam espaço de visibilidade que, através da intervenção ativa dos artistas e do público como espectadores informados, se revelam espaços de contra-poder.

Estas exposições, inauguradas a 23 de abril, podem ser visitadas até ao próximo dia 25 de setembro.

“Da Vinci Simulacrum” e “Contra-Parede”
Entrada 3€
MIAA | Jardim da República, 25 (Abrantes) | Aberto de terça-feira a domingo, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30. 

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