No próximo dia 5 de novembro vamos a eleições na Federação Distrital de Santarém do Partido Socialista. Como é sabido, sou novamente candidato e fiz a apresentação pública da minha recandidatura a 24 de setembro, numa sessão decorrida em Torres Novas. Nas linhas que se seguem, vou explanar quais são as bandeiras que defendo nas várias áreas para o distrito, começando, desde já, por agradecer as mensagens de incentivo e a unidade que sinto entre os militantes do distrito.
Bem sei da minha responsabilidade histórica na juventude socialista – a juventude não é apenas o futuro, é o presente – e, por esse motivo, esta é uma candidatura que pretende construir o futuro com a juventude socialista como parceiro do trabalho diário da federação. Foi assim nestes últimos dois anos de mandato e, certamente, continuará assim a ser nos próximos dois.
O trabalho de promoção das políticas de igualdade desta estrutura é uma marca do Partido Socialista onde as matérias de igualdade sempre avançaram. A paridade real é um objetivo alcançável, especialmente porque o mundo é paritário. Temos de fomentar a participação feminina na política, retirando as barreiras que ainda existem.
O PS no distrito de Santarém é, por excelência, um partido autárquico, liderando 12 câmaras municipais e mais de oitenta freguesias no distrito de Santarém, presidindo por isso às duas comunidades intermunicipais e à ANAFRE distrital. O trabalho de proximidade e competência dos nossos autarcas tem merecido a confiança dos eleitores ribatejanos e, por isso, temos de começar a preparar aquele que será o enorme desafio autárquico de 2025.
Sempre disse que queria ser a voz do distrito de Santarém em Lisboa, mas uma voz firme e, para isso, temos todos de compreender a importância do trabalho em conjunto, do crescimento da militância e da mobilização da nossa estrutura. Temos de falar dos problemas que as pessoas sentem no dia-a-dia.
Numa altura em que o conflito no leste da Europa gerou uma crise nas cadeias de abastecimento e de escassez, temos de compreender que o Partido Socialista no governo deve ser capaz de responder a quem perde poder de compra todos os dias, com uma inflação nunca vista nas últimas décadas, e onde os produtos básicos do cabaz alimentar e a energia, são dos mais afetados pela escalada de preços, além dos problemas resultantes do inevitável aumento da Taxa de Juro com consequências graves, nomeadamente nos preços das prestações da habitação.
A Federação deve estar na linha da frente no apoio ao tecido empresarial e social da nossa região, em cada um dos 21 concelhos. A nível de infraestruturas continuamos com carências na região. A título de sublinhado, é indigno que o estado central tenha a seu tempo decidido colocar os resíduos, muitos deles perigosos, no concelho da Chamusca, e não tenha cumprido a sua parte. É imoral continuarem diariamente a atravessar localidades, camiões com resíduos perigosos. Muitas outras obras são necessárias na região. A nível da ferrovia temos que continuar a valorizar as capacidades do nosso distrito.
A nível de cuidados de saúde, não aceitaremos que se recue no investimento no SNS na nossa região, sendo que por exemplo a nível dos médicos de família a carência quer na Lezíria do Tejo, quer no Médio Tejo é muito significativa. Temos de defender que todos os agentes da saúde, trabalhem em conjunto.
O ambiente continuará a ser uma prioridade da nossa federação, nomeadamente na despoluição das bacias hidrográficas, não esquecendo que nessas matérias tem sido muito o investimento realizado, na procura de respostas à crise energética, e no importante debate sobre a água e a sua escassez e dos resíduos na nossa região. A agricultura continuará a ter uma centralidade única a nível do partido socialista na nossa região. Por isso dinamizaremos ainda mais o trabalho do departamento agrícola, com visitas ao terreno que se iniciarão assim que o secretariado da Federação tomar posse.
Queremos aproximar do tecido social da nossa região, das IPSS´s e do trabalho meritório que realizam, assim como continuar o trabalho conjunto com as escolas e os dois Institutos Politécnicos, fator único e distintivo do distrito de Santarém. E, não menos importante, não podemos continuar a não ter uma verdadeira unidade regional.
O distrito de Santarém só ganha força unido. Por isso temos de continuar o trabalho com vista a uma nova NUT II e ser completamente intransigentes na defesa da regionalização. Devemos recusar ser vistos como interior, porque estamos perto da capital, e a poucos quilómetros do litoral.
Na defesa destas premissas, até 5 de novembro, vou andar pelos 21 concelhos a debater ideias e a construir uma solução que desejo participada, da mesma forma que sempre estive na política: em proximidade, percebendo que temos de ter os melhores e as melhores soluções para a nossa região, para conseguirmos construir o futuro e preparar desde já aquele que será o próximo grande desafio: vencer as eleições autárquicas de 2025.
