Museu dos Rios e das Artes Marítimas . Foto: CM Constância

Uma vertedoura outrora usada para retirar a água em excesso acumulada no fundo da embarcações é a “Peça do Mês” do Museu dos Rios e das Artes Marítimas (MRAM), em Constância. Todos os meses, esta iniciativa dá a conhecer à comunidade os diversos elementos patrimoniais da vila poema e respetiva história.

O mês de fevereiro já arrancou e traz consigo nova peça em destaque no museu constanciense dedicado às artes marítimas: uma vertedoura.

Neste caso, aliás, são duas: uma de madeira e outra de metal. Uma espécie de pá que se segura por um cabo e com a qual se removia o excesso de água acumulada no fundo das embarcações dos marítimos.

Explica o MRAM em comunicado que as embarcações de madeira que navegavam nos rios Tejo e Zêzere “eram construídas com tábuas pregadas numa estrutura de ‘cavernas’. Após a execução do trabalho de pregagem, o calafate tinha a função de tapar as juntas das tábuas com estopa e depois o costado ainda recebia o breu (mistura de resina e borra de alcatrão) para impermeabilizar a embarcação”.

Apesar desses minuciosos trabalhos, “era normal todas as embarcações meterem água, pelo que uma das tarefas mais importantes – a qual era normalmente atribuída aos mais novos -, consistia em retirar a água em excesso que se ia acumulando no fundo da embarcação”.

Era assim então através da vertedoura, em movimento repetitivos e sem perturbar o normal trabalho que se fazia a bordo, que se retirava a água acumulada no interior da embarcação.

Imagem: MRAM

Recorde-se que a “Peça do Mês” está exposta numa das salas do Museu dos Rios e das Artes Marítimas, onde pode ser apreciada, sendo divulgada também através das páginas de Facebook do museu e do Município de Constância.

Abrantina com uma costela maçaense, rumou a Lisboa para se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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