A comitiva à entrada do Centro de Ciência Viva (Foto: mediotejo.net)

Em visita ao Centro Ciência Viva de Constância (CCVC), a Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Maria Fernanda Rollo deixou um apelo aos alunos dos cursos profissionais do agrupamento de escolas local para que prossigam os estudos para o nível superior.

Ao mesmo tempo chamou a atenção para a importância da cultura científica, afirmando que, no futuro, cerca de metade das profissões que existem atualmente vão desaparecer e surgindo no seu lugar novas profissões.

Numa visita em que se fez acompanhar pela presidente da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, Rosalia Vargas, a Secretária de Estado considerou preocupante que apenas um em cada três dos jovens até aos 20 anos esteja a frequentar o ensino superior. Outro dado é que apenas cerca de 12 por cento dos inscritos nas escolas profissionais seguem para o ensino superior.

A prova destes “números muito baixos”, tirou-a quando questionou os alunos dos cursos profissionais de Constância sobre o seu futuro. De mais de duas dezenas, apenas três disseram que pretendiam prosseguir os estudos.

Em jeito de incentivo, Fernanda Rollo lembrou que um jovem com ensino superior tem mais 85 por cento de oportunidades de arranjar emprego.

Em declarações aos jornalistas, o Presidente da Câmara, Sérgio Oliveira, mostrou-se satisfeito com a visita do membro do Governo a um equipamento que tem aumentado a sua qualidade e a sua capacidade e que está ao serviço da comunidade e das escolas.

A propósito de formação e ensino, lamentou que algumas empresas, nomeadamente da Zona Industrial de Montalvo, tenham dificuldade em contratar mão de obra especializada no concelho. Aproveitou para destacar, além das oportunidades de trabalho, a qualidade de vida do concelho, a sua centralidade e as boas acessibilidades.

Após a visita ao Centro de Ciência Viva, decorreu uma sessão preparatória (no âmbito da ciência) do Orçamento Participativo Portugal.

A visita ao CCVC foi guiada pelo seu coordenador científico, o astrónomo Máximo Ferreira. A acompanhar, além de elementos do Executivo Camarário, estava o Presidente do Instituto Politécnico de Tomar, Eugénio Almeida.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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