Rio Zêzere em Constância. Créditos: mediotejo.net

O movimento proTEJO e 70 organizações que integram cinco movimentos cívicos, de norte a sul país, promovem dia 31 de maio no Fluviário Foz do Zêzere, em Constância, o “II Encontro Nacional de Cidadania pela Defesa dos Rios e da Água”. O encontro visa ouvir especialistas, definir medidas e formas de mobilização da cidadania para uma gestão sustentável da água, combater a seca, assegurar a proteção de rios e das águas subterrâneas e encontrar alternativas aos transvases e construção de novas barragens, açudes e dessalinizadoras.

O programa do “II Encontro Nacional de Cidadania pela Defesa dos Rios e da Água” já está disponível e vai contar com José Pimenta Machado, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Jorge Cardoso Gonçalves, da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos, Pedro Horta e Sara Correia, da ZERO, Jorge Bochechas, do ICNF, Lígia Vaz Figueiredo, do GEOTA, Joaquim Poças Martins, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, e Susana Neto, da Universidade de Lisboa e da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos. 

As organizações dos cinco movimentos cívicos nacionais e locais, de norte a sul do país (AMORA, #MovRioDouro, MUNDA, PAS e proTEJO) incluem ONGs, ONGAs, associações e municípios, bem como cidadãos a título individual, com representatividade nas principais bacias hidrográficas do país.

Neste encontro, estes movimentos cívicos abordam o tema “A gestão e uso da água para garantir a sustentabilidade da vida” refletindo sobre a nova estratégia “Água que une”, a restauração e conectividade fluvial e a gestão e eficiência hídrica, ao nível da redução das perdas e reutilização.

A “Restauração e Conectividade Fluvial” e a “Gestão e eficiência hídrica” serão também dois temas a debate, num Encontro que tratará também de definir as prioridades a nível nacional, as ações conjuntas da cidadania e as formas de mobilização da cidadania para alcançar a implementação das 15 reivindicações pelos rios e pela água.

Fluviário Foz do Zêzere, em Constância. Foto: mediotejo.net

Estas organizações consideram que “deliberada e irrefletidamente, foram ignorados os avisos fundamentados, sobretudo a partir dos anos 70 do século passado.”

“E assim chegámos à situação que nos coloca no limiar da sobrevivência face à rapidez das alterações climáticas e, em particular, face à degradação da quantidade e qualidade das águas superficiais e subterrâneas e respetivos ecossistemas”, avisam também os movimentos cívicos no documento de reivindicações que pede aos decisores políticos para se agir prioritariamente sobre as causas como forma de combater os efeitos.

Os movimentos cívicos pretendem assim a introdução destas questões na agenda política e a construção de um discurso com pensamento estratégico que represente um projeto viável de ação coletiva e individual responsável e com sentido de justiça intergeracional.

Pretende-se ainda um mútuo apoio e encorajamento entre estes movimentos cívicos e as populações ribeirinhas do Tejo para que seja abandonado o projeto de construção de um novo açude no rio Tejo imediatamente a jusante da foz do rio Zêzere.

Segundo os organizadores trata-se de “uma oportunidade para refletir e agir em defesa deste bem”.

As inscrições encontram-se abertas através deste formulário: https://forms.gle/ZYtr8Na2oz3QYKf9A

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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