Foto: CM Constância

A chegada da nova estação é celebrada em Constância com um programa diversificado que une gerações na histórica Quinta Dona Maria. Organizada pela ADPCC – Associação de Defesa do Património do Concelho de Constância, a Festa da Primavera afirma-se como um momento de valorização dos costumes locais e do contacto direto com a terra.

As festividades arrancam na sexta-feira, dia 20 de março, com um foco educativo. Pelas 13h30, o Agrupamento de Escolas de Constância dinamiza a oficina “Pé na Horta”, sob o mote “Semente Viva, Folha Seca”. A noite de sexta-feira será preenchida pela música, a partir das 21h00, com as atuações do Coro da Associação Filarmónica Montalvense e dos PUGNA TAGI, grupo que se dedica à preservação da música tradicional de Constância.

O grupo Pigna Tagi, da CICO, atua na festa da Primavera. Foto: DR

No sábado, dia 21, as atividades começam cedo, às 10h00, com um atelier de miniaturas em madeira e os sempre populares jogos tradicionais, com destaque para o chinquilho. A tarde de sábado promete ser o ponto alto da animação popular: a partir das 15h00, sobem ao palco o Rancho Folclórico “Os Camponeses de Malpique” e a Banda Filarmónica Montalvense.

Para acompanhar a festa, não faltarão os grelhados, a “boa pinga” e os doces regionais.

A escolha da Quinta Dona Maria para este evento não é ocasional. Este espaço é um dos locais mais emblemáticos de Montalvo, Constância, profundamente ligado à história agrícola e social do concelho.

Quinta D. Maria, em Montalvo. Foto: DR

A Associação de Defesa do Património do Concelho de Constância (ADPCC) tem trabalhado ao longo dos anos para que este património não caia no esquecimento, utilizando estes eventos para sensibilizar a comunidade para a importância da preservação ambiental e arquitetónica.

A associação, que conta com o apoio do Município e de várias entidades locais como a Casa do Povo de Montalvo, reforça assim o seu papel na defesa da identidade cultural de Constância, proporcionando um fim de semana onde o lazer se cruza com a memória coletiva e o espírito de vizinhança.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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