Propostas de compra da fábrica da Tupperware não atingem valor mínimo Foto: mediotejo.net

Questionado sobre o desfecho do processo de venda, Jorge Calvete disse à Lusa que “não houve propostas que atingissem o valor mínimo, pelo que a promoção da venda irá prosseguir”.

O prazo para apresentação de propostas para a compra da fábrica da Tupperware terminou na sexta-feira, um processo que foi conduzido pela KPMG.

Contactada pela Lusa, a KPMG em Portugal disse que “não faz comentários sobre clientes ou sobre projectos onde hipoteticamente está, estará ou esteve envolvida”.

A fábrica da Tupperware em Montalvo, Constância, foi posta à venda com um valor mínimo de 10 milhões de euros, nove meses após a declaração de insolvência da empresa, como noticiou a Lusa em outubro.

A operação inclui o edifício, maquinaria e equipamentos, em pacote integrado, estando previsto que a adjudicação recaia sobre “quem apresentar a proposta mais alta” para a aquisição da fábrica instalada no concelho de Constância.

“O processo de venda vai ser promovido pela KPMG, contratada para o efeito pela massa insolvente, estando em causa a venda da empresa como um todo”, explicou presidente da Comissão de Credores, Paulo Valério, adiantando que a modalidade será feita através de “propostas em carta fechada”.

O advogado referiu que foi definido um valor mínimo de 10 milhões de euros para a transação.

“A fábrica deve ser adjudicada a quem apresentar a proposta mais alta, desde que em conformidade com as condições que venham a ser fixadas, designadamente eventual prestação de caução e prazo para a realização de escritura”, declarou.

A avaliação do complexo industrial situa-se nos 8,59 milhões de euros, de acordo com os valores atualizados então fornecidos à Lusa.

A fábrica de Montalvo, que chegou a empregar cerca de 260 trabalhadores, deixou de produzir em janeiro de 2025 e foi declarada insolvente no mês seguinte, após a retirada das licenças de produção e comercialização da marca Tupperware em Portugal.

c/Lusa

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *