Vigília em Santa Margarida da Coutada reivindica médico de família a tempo inteiro. Foto: mediotejo.net

Os residentes da Freguesia de Santa Margarida da Coutada, em Constância, reivindicam um médico de família a tempo inteiro. Após a vigília realizada no dia 29 de setembro, junto à extensão de saúde, está a decorrer agora a recolha de assinaturas através de um abaixo-assinado.

Nesse documento apela-se às entidades responsáveis que tomem as medidas necessárias para a colocação de um médico a tempo inteiro, com aproveitamento integral da extensão de saúde de Santa Margarida, cumprindo o princípio da proximidade na prestação de cuidados de saúde à população.

Isto “considerando que a população (mais de 1 400 habitantes) dos diversos lugares da Freguesia na sua maioria é idosa, com saúde debilitada e com poucos rendimentos”, refere-se, considerando ainda que “os habitantes que estão no ativo têm rendimentos baixos e são vítimas do aumento de preço dos bens essenciais e dos juros, tornando-se assim oneroso e desumano obrigar a população a deslocar-se à unidade de saúde da sede do concelho, onde só há consulta de recurso”.

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) afirma, por seu lado, que “a vontade expressa das populações é fundamental para a conquista de mais serviços de saúde” de qualidade e proximidade. “A intervenção das populações foi (e continua a ser) determinante na defesa do SNS e nos avanços na prestação de mais e melhores cuidados de saúde”, apelando por isso à assinatura do documento.

Atualmente, estão sem médico de família mais de 1 400 utentes da extensão de saúde de Santa Margarida da Coutada, situação “deveras lesiva e preocupante”, reflexo do incumprimento de um dos direitos fundamentais consagrados na Constituição da República Portuguesa (art.º 64, Saúde), lembra a CUSMT.

Verifica-se, também, que a tentativa de suprir a evidente falta de médico de família, através de um médico contratado por empresas prestadoras de serviços, “é somente uma resposta precária que não responde às necessidades da população, tendo-se verificado que os sucessivos médicos contratados consultam um número reduzido de doentes, não asseguram o acompanhamento de doenças crónicas – como por exemplo a consulta de diabetes e hipertensão –, nem tão pouco a saúde materno infantil”, acrescenta a CUSMT.

Além disso, frisa a comissão de utentes, “o mau funcionamento da extensão de saúde é por demais conhecido por quem de direito, contudo arrasta-se sem resolução à vista e os utentes encontram-se angustiados, preocupados e revoltados”.

Do abaixo-assinado será dado conhecimento à Assembleia da República e Autarquias.

NOTÍCIA RELACIONADA

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

Deixe um comentário

Leave a Reply