António Lúcio Vieira. Foto: DR

A poesia de António Lúcio Vieira encontra-se com a de Camões a partir das 16h00 deste domingo, dia 27, na Casa-Memória de Camões. O encontro surge durante a apresentação do livro “25 Poemas de Dores e Amores”, da autoria do poeta torrejano e vencedor do Prémio Literário Médio Tejo Edições 2017 nesta categoria e a essência da obra literária é partilhada com o público pelo autor e António Matias Coelho, com quem falámos sobre o evento literário.

Pedro Barroso escreve no prefácio da obra que António Lúcio Vieira é “um poeta maior”, palavras confirmadas por António Matias Coelho quando contactado pelo mediotejo.net a propósito da apresentação marcada para este domingo. E se o músico e compositor acrescenta “dispa-se de atitude e abra a porta do sentir. Sofra com ele tudo que não foi e devia ter sido”, o historiador destaca os recursos linguísticos que “quase” dão beleza à tristeza.

Assim são as palavras do poeta torrejano, reunidas no livro lançado a 16 de dezembro na Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em Torres Novas, depois de ter vencido a primeira edição do Prémio Literário Médio Tejo Edições, dois meses antes, na categoria de poesia. Na altura, o autor destacou-se entre os 24 trabalhos em competição e convenceu o júri composto por Patrícia Fonseca, Patrícia Reis, Margarida Teodora e António Matias Coelho.

António Lúcio Vieira durante o lançamento do livro. Foto: DR

O último elemento do júri vai encontrar-se agora com António Lúcio Vieira na qualidade de apresentador do livro e de anfitrião uma vez que é presidente da Associação Casa-Memória de Camões. O primeiro encontro foi quando os versos ainda tinham pseudónimo associado e António Matias Coelho recorda que entre as “centenas” de poemas que leu, houve um que o “tocou particularmente” por ser “tão perfeito, tão intenso”.

Tratava-se de “Melopeia para uma longa negra noite”, que contrabalança a “imensa tristeza” e a “amargura” com uma força “enorme” e “tocante”, levando-o a conhecer “não só um poeta maior, mas também um poeta maduro com conhecimento profundo da vida” e domínio das “técnicas”. O historiador revela que o aspeto gráfico com que o poema foi enviado para competir no prémio literário não era “agradável”, aspeto superado pela poesia que “se começa a ler e estremece-se”.

Casa-Memória de Camões (Constância). Foto: mediotejo.net

A mesma poesia que estará na Casa-Memória de Camões este domingo durante a apresentação da obra literária lançada com a chancela da Médio Tejo Edições no espaço que António Matias Coelho diz não ser apenas a casa que recorda Camões. A Casa-Memória é “a casa da poesia e, mais do que poesia, é a casa da língua, da cultura e da universalidade portuguesas”, acrescentando que “não é todos os dias que se recebe a apresentação de um livro com esta qualidade”.


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Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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