Exercício militar ORION decorre este ano de 2 a 13 de maio. Foto arquivo: BrigMec

Cerca de 1800 militares nacionais e estrangeiros já começaram o treino conjunto no exercício ORION18. Uma parte encontra-se no Campo Militar de Santa Margarida desde o final de abril, onde a Brigada Mecanizada (BrigMec) assegura o Comando das operações e aplica os procedimentos da NATO até dia 8 de maio.

Além de Santa Margarida da Coutada, em Constância, o ORION18 está a decorrer em Viseu e Beja e envolve militares de nacionalidades portuguesa, espanhola e lituana que serão certificados na condução de operações reais no quadro da NATO ou da União Europeia. A estes juntam-se os observadores das delegações vindas do Brasil, Espanha, Estados Unidos da América, França, Lituânia e Roménia.

ORION18. Fotos: BrigMec

As Forças do Exército Espanhol participam no exercício com meios pesados numa organização com a mesma tipologia, mas com maior dimensão, da que tem projetada na Letónia no âmbito das “enhanced Forward Presence” (eFP). As Forças do Exército Lituano estão pela primeira vez em Portugal, tendo realizado treinos conjuntos com o Exército Português, naquele país, integrados nas “Assurance Measures”.

No penúltimo dia do ORION18, 7 de maio, está previsto um Open Day com o “Spotters Event”, no qual os fotógrafos apreciadores da temática militar podem acompanhar esta operação multinacional que visa desenvolver a interoperabilidade humana, técnica e tática. Os interessados devem inscrever-se através do e-mail brigmec.g9@mail.exercito.pt com indicação do nome, número de BI / CC e contacto telefónico.

ORION18. Fotos: BrigMec

O prazo termina às 11h00 de 3 maio e a lista final é divulgada no dia seguinte. Uma vez inscritos oficialmente, os participantes devem entrar no Campo Militar de Santa Margarida até às 09h30 do dia da iniciativa, sem esquecer o colete refletor, que é obrigatório. O percurso será feito entre as 10h00 e as 17h00 na companhia de um oficial.

Sónia Leitão

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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