ETAR de Montalvo em obras. Foto: Sérgio Oliveira

Com um investimento superior a 120 mil euros, as obras de requalificação da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) na freguesia de Montalvo, concelho de Constância, já estão a decorrer.

A intervenção tem um custo de 125.495 euros, com um financiamento comunitário de 102,420,75 euros, através do POSEUR – Programa Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos, sendo a restante verba assegurada pelo orçamento da Câmara Municipal.

A freguesia de Montalvo possui um único sistema de drenagem de águas residuais, sendo responsável pela drenagem dos efluentes da sede de freguesia. Associada ao sistema de drenagem existe a ETAR de Montalvo onde todos os efluentes são tratados. A ETAR situa-se a cerca de 500 metros do aglomerado populacional e junto a uma pequena linha de água afluente do Rio Tejo.

A ETAR, que entrou em funcionamento no início da década de 80 e foi reabilitada no início do século XXI, apresentava atualmente sinais de desgaste mecânico e mau funcionamento de alguns equipamentos, o que contribui para que o efluente final não apresente uma qualidade compatível com os requisitos de qualidade exigidos a este tipo de instalação, explica a Autarquia em nota de imprensa.

Com a intervenção que agora está a decorrer, pretende-se, acrescenta a nota, “para além de corrigir o deficiente desempenho do sistema, proceder também à ampliação da sua capacidade, sem, contudo, ampliar ou construir novos equipamentos”. A Câmara assegura que “não haverá lugar ao aumento das áreas de implantação, construção ou impermeabilização do solo”.

Em termos genéricos, esta operação tem como objetivo, explica a autarquia, “sujeitar as águas residuais, geradas na freguesia de Montalvo, a um grau de tratamento consentâneo com a legislação aplicável e com a proteção da qualidade, e respetivos usos, da água do meio hídrico recetor. A intervenção tem em consideração a melhoria das operações e processos de funcionamento considerados deficientes e a possibilidade de reaproveitamento da infraestrutura existente”.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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