A Casa-Memória de Camões cede espaço a outras memórias do concelho de Constância na tarde deste domingo, dia 9, durante o lançamento do livro “O Arneiro – 100 Anos Depois da I Guerra”. As imagens captadas por Paulo Jorge de Sousa trazem a Grande Parada de Montalvo ao presente através da perspetiva singular que o fotógrafo sardoalense partilha com o público a partir das 16h00.
A obra venceu o Prémio Literário do Médio Tejo 2017, na categoria de não-ficção, conquistando o júri composto por Patrícia Fonseca, diretora editorial da Médio Tejo Edições, António Matias Coelho, historiador, consultor cultural e presidente da Associação Casa-Memória de Camões, Margarida Teodora, diretora da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes (Torres Novas) e Patrícia Reis, escritora e editora da revista Egoísta.

Um novo olhar sobre o terreno onde 20 mil soldados do CEP – Corpo Expedicionário Português desfilaram para comprovar o Milagre de Tancos que chega agora aos olhares do público através da publicação da Origami Livros, chancela da Médio Tejo Edições. A primeira edição é especial e limitada, com 100 exemplares da obra evocativa dos 100 anos sobre o final da I Guerra Mundial numerados e assinados pelo autor.
A sessão de lançamento do ensaio fotográfico “O Arneiro – 100 Anos Depois da I Guerra” está a cargo de António Matias Coelho, que escreve no prefácio:
“Hoje o Arneiro da Parada é, aparentemente, apenas um terreno chão, de Montalvo para o lado do Tejo. (…) Fala-se que lá se fez uma parada de tropas, parece que coisa importante, mas isso foi há muito, muito tempo, já não vive ninguém que tenha visto e possa contar. (…) O trabalho que se segue é o resultado da leitura que um grande fotógrafo faz de um importante campo de memórias. (…) Cada fotografia de Paulo Sousa é, muito mais do que uma imagem, um desafio à reflexão. Aquele chão de arneiro não é, afinal, tão pobre como parece. E, assim olhado, fica ainda mais enriquecido.”
