Centro Histórico de Constância. Foto arquivo: Ana Rita Cristóvão/mediotejo.net

A Câmara de Constância aprovou por unanimidade a manutenção dos valores do tarifário de água, saneamento e resíduos para 2025. A proposta foi presente à reunião do executivo na terça-feira e mantém-se desde 2019 “sem qualquer tipo de alteração”, disse o presidente da autarquia, Sérgio Oliveira (PS), tendo salientado um “esforço” que é feito pelo município para ajudar as “famílias”.

O respetivo tarifário foi aprovado com os votos favoráveis dos vereadores do PS e da vereadora da CDU, Manuela Arsénio. Questionado pelo mediotejo.net pela não atualização do tarifário, com a respetiva adequação de preços, o autarca apontou a um “esforço” que é feito pelo município para “ajudar as famílias”.

“Não o fazemos [o aumento] porque entendemos que os custos de vida das famílias agravaram-se nos últimos anos. E temos feito um esforço para ir aguentando o tarifário nos valores que se praticam há alguns anos de uma forma também de ajudarmos as famílias a ultrapassar estes períodos difíceis que têm vivido”, declarou, tendo feito notar que os valores serão mantidos enquanto for possível.

“Todos nós sabemos, e não estamos aqui para enganar ninguém, que um dia terá que ser mexido novamente o tarifário e que os valores terão que ser atualizados”, afirmou.

Sérgio Oliveira, presidente da Câmara de Constância. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | SÉRGIO OLIVEIRA, PRESIDENTE CM CONSTÂNCIA:

Recorde-se que a última atualização relativa ao tarifário da água, saneamento e resíduos no concelho de Constância foi feita em 2019, após 10 anos sem mexidas.

Na altura, um dos motivos que levou a esta atualização prendeu-se com o “défice considerável” a nível do serviço de águas, que segundo o autarca constanciense estaria a rondar os 79 mil euros e a nível do saneamento cerca de 40 mil euros, uma vez que a EPAL, a quem compra água em alta, atualizou sempre os preços, tendo Sérgio Oliveira indicado que os investimentos continuaram a realizar-se, de forma contínua.

“A receita do tarifário da água para investimento na rede é diminuta. Portanto, o investimento tem sido feito. Mesmo agora estamos a concluir duas intervenções para minimizar o impacto das ruturas de água numa zona do Cardal e do Enxertal, na Portela, freguesia de Santa Margarida, que representou um investimento que rondou os 30 mil euros”, declarou, tendo o município a gestão direta da água em baixa.

“Mas, como eu já disse e não querendo estar a repetir, vamos aguentando a situação até mesmo a ser aceitável. Neste momento a urgência mesmo é a substituição da rede de águas em Santa Margarida. Obviamente nós temos uma zona que está identificada, que é uma zona problemática, como eu já referi à zona do Cardal e do Enxertal, no lugar da Portela. É a zona onde temos a maior ocorrência de ruturas por ano”, referiu o autarca, que apontou a outros investimentos necessários, nomeadamente na substituição de condutas para reduzir ao máximo as perdas de água.

“Também sabemos que a rede tem mais de 40 anos e que é necessário substituí-la. Tomámos conhecimento, pelo menos eu tomei conhecimento há relativamente pouco tempo, que algumas ruas também ainda têm troços em condutas de fibrocimento, portanto, que ainda não é PVC. E é todo esse trabalho que nós estamos a fazer e que estamos a desenvolver. Na semana passada já foi adjudicado o processo para a aquisição dos projetos de execução para a substituição da rede integral em Santa Margarida”, indicou ainda o autarca, tendo apontado a uma candidatura a fundos comunitários para a respetiva execução.

“Se a estimativa orçamental for superior àquilo que nós teremos disponíveis de fundos comunitários, teremos que definir por fases e avançar naquelas fases, na zona que é mais prioritária agora, e num futuro próximo, quando houver outras linhas de financiamento e outras possibilidades, avançar com o resto da rede”, concluiu.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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