A presença de um barco em construção no Museu dos Rios e das Artes Marítimas pretende elucidar sobre o trabalho num estaleiro a céu aberto onde as embarcações eram construídas e reparadas. Imagem: mediotejo.net

O Museu dos Rios e das Artes Marítimas assinalou na terça-feira, 11 de abril, o seu vigésimo quinto aniversário com as comemorações a prolongarem-se até ao final do verão. Naquele dia foi apresentado o logotipo que será a imagem deste 25 anos, ao que se seguirão um conjunto de iniciativas, como oficinas, espetáculos de música e dança, uma feira do livro e realização de um mural, percursos pedestres e visitas guiadas, entre outras.

O Museu dos Rios e das Artes Marítimas iniciou a sua atividade a 11 de abril de 1998, com um acervo constituído, principalmente, por coleções etnográficas representativas das antigas atividades fluviais, como a pesca, a construção naval e o transporte fluvial. Coube a este espaço museológico recolher, estudar, valorizar e divulgar um vasto património cultural material e imaterial em risco de se perder.

Ao longo destes 25 anos, o Museu dos Rios e das Artes Marítimas – a definição de Museu foi aprovada em 24 de agosto de 2022 – manteve um funcionamento permanente, sem fins lucrativos e ao serviço da sociedade, que pesquisa, coleciona, conserva, interpreta e expõe o património material e imaterial.

Abertos ao público, acessíveis e inclusivos, os museus fomentam a diversidade e a sustentabilidade. Com a participação das comunidades, os museus funcionam e comunicam de forma ética e profissional, proporcionando experiências diversas para educação, fruição, reflexão e partilha de conhecimento.

Tendo por base estes objetivos, criou-se e reforçou-se a ligação do Museu à comunidade, especialmente, ao público escolar e à população mais idosa do concelho de Constância. Com os mais jovens, houve uma contínua sensibilização para a importância de conhecer, preservar e valorizar o património local. Já com os menos jovens, os mesmos foram levados a transmitir o seu conhecimento, as suas tradições e as suas memórias, criando-se uma relação intergeracional que contribuiu para a preservação da herança histórica e do fortalecimento da identidade cultural do concelho.

Atualmente, o Museu dos Rios e das Artes Marítimas é um espaço museológico aberto a todos, um museu da comunidade que abarca os mundos agrícola e fluvial, onde o principal objetivo é divulgar um passado comum, mas, também, intervir para potenciar um futuro melhor para as gentes do território.

Logotipo que será a imagem das comemorações

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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