Santa Casa da Misericórdia de Constância vai reabrir creche ‘Os Pequenos Poetas’ na segunda-feira, dia 18 de maio. Foto: SCMC

A creche da Santa Casa da Misericórdia de Constância vai reabrir na segunda-feira, dia 18 de maio, com todos os 11 funcionários já testados à covid-19 e com as medidas de segurança indicadas pela Direção Geral da Saúde (DGS). Com 53 crianças a frequentar a creche ‘Os Pequenos Poetas’ antes do fecho, a 16 de março, o provedor da instituição, António Teixeira, fala em alguns “receios normais” pelo enfrentar de uma nova situação e acredita que a retoma em termos de admissão e de reorganização será feita de forma gradual.

“Antes do fecho tínhamos 53 crianças na creche, dos três meses aos três anos, e ainda não sabemos ao dia de hoje quantas crianças irão já na segunda-feira, sendo normal que alguns pais se mostrem receosos e queiram primeiro ver e perguntar como vai ser”, disse António Teixeira ao mediotejo.net, afirmando ter um “equipamento com espaço, qualidade e segurança” e convicto que os profissionais estão também “preparados” para a retoma da atividade e para uma “fase de adaptação” às novas condições.

“Vai ser forma gradual, muitos pais vão avaliar ainda as novas medidas indicadas pela DGS e que implementámos, e as principais questões, para nós, prendem-se com a parte pedagógica e o relacionamento humano. Não vai ser fácil para ninguém, sendo este um espaço de crianças, de afetos e carinhos, mas temos bons profissionais e vamos adaptar-nos gradualmente até ao dia 1 de junho”, fase de transição da abertura destes equipamentos e de adaptação às novas diretivas.

Segundo uma orientação da Direção-Geral da Saúde (DGS) publicada na quarta-feira as creches e as amas devem reduzir o número de crianças por sala para maximizar o distanciamento entre elas, mas sem comprometer o normal funcionamento das atividades lúdico-pedagógicas.

Para evitar o cruzamento entre pessoas, a orientação estabelece também a definição de horários de entrada e de saída desfasados e a definição de circuitos de entrada e saída da sala de atividades para cada grupo.

Não usar o calçado que se traz da rua, não permitir a entrada dos pais dentro dos estabelecimentos, definir horários de entrada e de saída desfasados assim como criar circuitos de entrada e saída da sala de atividades para cada grupo de crianças são algumas das medidas que as creches estão a trabalhar para pôr em prática.

As creches encerraram em 16 de marco por decisão do Governo para combater a pandemia de covid-19.

Em relação ao processo de reabertura das creches, António Costa disse hoje que, ao longo das últimas semanas, o Governo foi confrontado com posições díspares, com algumas famílias a pedirem a reabertura rápida, alegando urgência no regresso ao trabalho, e outras a pedirem para que continuassem encerradas.

“Desde o princípio que percebemos que, para darmos este passo, era necessário que os pais se sentissem seguros. Por isso, as creches não foram colocadas na primeira leva de reabertura, mas, antes, na segunda, dando tempo às instituições para assimilarem as novas orientações e fazerem necessário o esforço de adaptação”, declarou o primeiro-ministro.

Ainda de acordo com o primeiro-ministro, para dar tempo de decisão aos pais, o Governo decidiu “manter os apoios para as famílias com crianças em creches” durante a primeira quinzena de reabertura.

“Assim, os pais podem escolher se ainda ficam em casa, se colocam já os seus filhos nas creches ou, ainda se os põem apenas algumas horas para se irem adaptando. É uma solução para que todos sintam maior conforto, desde logo os pais, mas também os profissionais que trabalham nas creches, que passarão a estar em contacto com dezenas de crianças”, acrescentou.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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