Os 33 militares que cumpriam serviço militar no Iraque chegaram esta semana a Portugal e vão cumprir 14 dias de “confinamento obrigatório”, anunciou o Estado-Maior General das Forças Armadas. “Os militares foram recebidos na Brigada Mecanizada, em Santa Margarida, pelo Comandante das Forças Terrestres do Exército, Tenente-general Martins Pereira, após terem sido efetuados todos os procedimentos de rastreio sanitário, considerando a atual pandemia por Covid-19”.
Os militares participavam na operação “Inherent Resolve”, como 10ª Força Nacional Destacada no Iraque, que terminava em abril, sendo que o seu regresso antecipado tinha já sido anunciado pelo Ministério da Defesa Nacional (MDN) na passada quinta-feira.
Os militares irão cumprir 14 dias de “confinamento obrigatório”, realizando a “auto monitorização diária, como medidas preventivas de propagação do novo coronavírus”, acrescenta o comunicado.
Integrados no contingente português no Iraque mas a desempenhar funções no país vizinho Kwait vão manter-se neste teatro de operações dois militares, dado adiantado pelo MDN na semana passada.

No âmbito do Plano de Contingência da Brigada Mecanizada relativo à COVID-19 foi distribuído aos militares e civis da Brigada Mecanizada um “pocket card”. A finalidade é que todos conheçam o seu papel nas diversas situações e estejam preparados para assegurar uma resposta eficaz e segura.
Nesse âmbito, e respeitando as normas de segurança, a temperatura é medida a todas as pessoas que entram no Campo Militar de Santa Margarida.
50 militares infetados, dois hospitalizados – ministério da Defesa
As Forças Armadas portuguesas têm 50 casos confirmados de militares infetados com covid-19, dois deles hospitalizados, informou na quarta-feira o Ministério da Defesa Nacional.
O número de militares atualmente infetados (50) mais do que triplicou relativamente aos dados de 25 de março, quando eram 14. Um militar da Marinha já figurava na lista dos curados.
Dos 50 ainda doentes, todos com “bom prognóstico”, dois militares encontram-se hospitalizados e os restantes 48 “encontram-se em isolamento social”, de acordo com informações prestadas à Lusa pelo Ministério da Defesa.
Do grupo de 48 em isolamento, 26 são do Exército, 20 da Força Aérea e dois da Marinha, acrescenta ainda o ministério.
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