Extensão de Saúde de Santa Margarida da Coutada, Constância. Créditos: DR

A freguesia de Santa Margarida da Coutada, no concelho de Constância, voltou a ficar sem médico de família desde o início de janeiro, numa situação que se repete ciclicamente e que obriga os utentes a deslocações ao Centro de Saúde de Constância ou de Abrantes para consultas médicas.

O presidente da Câmara, Sérgio Oliveira (PS), explicou ao mediotejo.net que, atualmente, apenas existe uma médica de família nos quadros, que presta serviço em Constância e Montalvo, sendo que a extensão de Santa Margarida está novamente sem profissional.

“A freguesia já só tem enfermeiro; quem precisa de consulta médica tem que se deslocar a Constância ou a Abrantes”, afirmou, não escondendo a insatisfação por uma situação que se repete ciclicamente.

ÁUDIO | SÉRGIO OLIVEIRA, PRESIDENTE CM CONSTÂNCIA:

O autarca recordou que, em setembro de 2025, medidas temporárias permitiram reforçar a cobertura, com mais médicas na extensão de Santa Margarida e no Centro de Saúde de Constância. Apesar disso, Oliveira classificou os apoios financeiros e logísticos da Câmara como “paliativos” e advertiu que o problema da falta de médicos de família é de dimensão nacional, exigindo respostas à mesma escala.

O município aguarda a chegada de um novo médico do quadro, resultado do concurso lançado pela Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo, que preencherá uma das seis vagas abertas para a região.

O autarca lembrou que a falta de profissionais tem afetado o acesso regular a cuidados primários, especialmente em freguesias mais pequenas, como Santa Margarida da Coutada.

Enquanto isso, a Câmara mantém programas de incentivo à fixação de médicos de família, mas a estabilidade do serviço depende da chegada de profissionais ao quadro do Centro de Saúde, reforçando a importância de políticas de saúde pública a nível nacional para responder à carência crónica de médicos em Constância e na grande maioria dos municípios do Médio Tejo e do interior do país.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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