Corrida São Silvestre Solidária regressa a Constância dia 14 de dezembro. Créditos: mediotejo.net

A 9ª Corrida São Silvestre Solidária decorrerá em formato semelhante aos anos anteriores, começou por afirmar o presidente da Comissão Organizadora, tenente-coronel Dinis Faustino, durante a conferência de imprensa da apresentação do evento, que decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Constância. Nesta 9ª edição são quatro as madrinhas da prova: a atleta olímpica Rosa Mota, a piloto Todo-o-Terreno Elisabete Jacinto, a jornalista Patrícia Matos e a canoísta Francisca Laia.

O “destaque especial” desta edição vai para o apoio ao projeto da Pipoca Beatriz, ou seja de Beatriz Morgado, uma menina de 12 anos que sofre de paralisia cerebral e necessita de uma nova cadeira de rodas adaptada ao seu tamanho e condição, com um orçamento a rondar os 7.400 euros. Outra novidade passa pela entrega dos bens às instituições apoiadas na cerimónia de encerramento da Corrida São Silvestre Solidária, no dia 14 de dezembro.

A Corrida será precedida, no dia 12, pela segunda edição da São Silvestre Solidária Kids, destinada aos alunos das escolas do concelho de Constância, com três caminhadas – uma por freguesia do concelho; Santa Margarida da Coutada, Constância e Montalvo – e recolha de bens.

Este evento tem como objetivo promover a prática desportiva, a interação com a comunidade e angariar meios para apoiar a Loja Social de Constância. Com base nas edições anteriores, o Exército estima angariar mais de cinco toneladas de produtos doados – bens alimentares não perecíveis, artigos de higiene pessoal, artigos de limpeza, jogos didáticos e material escolar, e tampinhas de plástico -, fruto da generosidade dos esperados 1000 participantes.

No entanto, notou o diretor da prova, Dinis Faustino, “neste momento a Brigada Mecanizada tem capacidade e margem de progressão para acolher 1.500 atletas” nesta prova de cariz solidário.

Com várias provas destinadas a diferentes escalões etários – atletas a partir dos 7 anos (benjamins) até aos veteranos (sem limite de idade) -, e com animação e entretenimento para quem queira apenas ter um dia diferente em família, o evento vai estar centrado no pavilhão gimnodesportivo da Brigada Mecanizada, local onde vão decorrer as atividades, e que serve de base logística à prova e à recolha dos donativos.

Corrida São Silvestre Solidária regressa a Constância dia 14 de dezembro. Créditos: mediotejo.net

A prova principal terá um percurso com 8,8 km de distância, com partida e chegada no Campo Militar de Santa Margarida, sendo a única prova que se realiza “no exterior da Brigada Mecanizada”, explicou o presidente da Comissão Organizadora. Em simultâneo, realiza-se a Caminhada Solidária, com 7,3 km e uma mini Caminhada, com 3,5 km.

No evento solidário podem participar atletas em representação de clubes, coletividades, organizações populares, empresas e individuais, federados ou não federados. Com inscrição gratuita mas obrigatória em trilho perdido AQUI até dia 8 de dezembro.

ÁUDIO | TENENTE-CORONEL DINIS FAUSTINO

Nesta 9ª edição estarão presentes quatro madrinhas da prova: a atleta olímpica Rosa Mota, a piloto Todo-o-Terreno Elisabete Jacinto, a jornalista Patrícia Matos e a canoísta Francisca Laia.

Corrida São Silvestre Solidária regressa a Constância dia 14 de dezembro. Créditos: mediotejo.net

Presente na conferência de imprensa esteve Elisabete Jacinto começando por considerar o evento “espetacular” ao associá-lo “a coisas francamente importantes”, disse, enumerando, desde logo, “a atividade física, o desporto, o encontro de famílias e de amigos”.

Acrescentaria que a “a sua missão na vida” passa por incentivar as pessoas para a atividade física e lembrou que a recomendação da Organização Mundial de Saúde “é 30 minutos de atividade física por dia”.

Elisabete Jacinto notou ainda que “o homem é um ser social e deixa-se motivar pelo exemplo e o facto de termos um evento que é importante, que dinamiza imensas pessoas, faz-nos pensar porque não havemos de participar, começar também nós a fazer um pouco de atividade física”.

ÁUDIO | ELISABETE JACINTO

O objetivo passa por associar a prática desportiva à vertente solidária com o evento a ter lugar no dia 14 de dezembro, um sábado, a partir das 8h30 e durante todo o dia, sendo as primeiras provas às 11h00 e a prova principal às 15h00, no Campo Militar de Santa Margarida.

O custo da inscrição são bens alimentares, roupas, brinquedos e outros, que revertem a favor da Santa Casa da Misericórdia – Loja Social, Associação Quatro Cantos do Cisne, Pipoca Beatriz e Associação de Deficientes das Forças Armadas.

Atletas da prova principal da Corrida Solidária São Silvestre na linha da partida. Foto: mediotejo.net

Por seu lado, o comandante da Brigada Mecanizada, o brigadeiro-general Luís Miguel Afonso Calmeiro, considerou o evento também “uma operação militar. Nós planeamos sempre e encaramos qualquer atividade como uma operação militar”.

Um projeto solidário “que é também a matriz do Exército, em parceria com a Câmara Municipal, no campo de manobras do Exército”, uma “sinergia que existe entre a parte civil e a parte militar”, afirmou.

ÁUDIO | COMANDANTE DA BRIGADA MECANIZADA BRIGADEIRO -GENERAL LUIS CALMEIRO
Corrida São Silvestre Solidária regressa a Constância dia 14 de dezembro. Créditos: mediotejo.net

Por último, o presidente da Câmara Municipal, Sérgio Oliveira, deu conta de serem 22 os agregados familiares que a Loja Social, da Santa Casa da Misericórdia de Constância, apoia em 2024, havendo um decréscimo “pouco significativo” em relação ao ano anterior.

Quanto à iniciativa “é mais uma possível, [a Câmara] em articulação com as outras instituições colocar de pé e fazer acontecer”.

ÁUDIO | PRESIDENTE DA CÂMARA DE CONSTÂNCIA, SÉRGIO OLIVEIRA

Os donativos – cada participante poderá doar, em número, o que entender, sendo que a organização apela à generosidade – podem ser entregues nas Juntas de Freguesia de Santa Margarida, Constância e Montalvo, ou, então, na Brigada Mecanizada, no dia do evento.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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