Centro Ciência Viva de Constância assinalou 18 anos em atividade no Alto de Santa Bárbara. Foto: mediotejo.net

O Centro Ciência Viva (CCV) de Constância – Parque de Astronomia, assinalou no sábado, 19 de março, 18 anos de existência. Para celebrar, foram diversas as atividades que decorreram no Alto de Santa Bárbara, desde a inauguração de um observatório de estrelas variáveis, da estreia da nova cúpula automática do grande telescópio do CCV, até à abertura excecional do observatório solar. 

“Uma grande satisfação!” – É desta maneira que Máximo Ferreira, o diretor do Centro Ciência Viva de Constância (CCVC) descreve o que representam para si os 18 anos deste espaço que, na verdade, funciona já há 22. Isto porque antes de ser constituído como Centro Ciência Viva, em 2004, já desde 2000 que recebia público.

E desde então, muito mudou. “De um pequeno edifício com 50 m2 de área, hoje estamos implantados em quatro hectares com um conjunto de equipamentos que faz muitas pessoas acharem quase impossível – até eu próprio, às vezes”, confessa ao nosso jornal o responsável do CCVC, equipamento que recebe uma média de 25 mil visitantes por ano.

VIDEO | MÁXIMO FERREIRA, DIRETOR DO CCV, E PEDRO RÉ, ASTRÓNOMOS AMADORES:

Desde globos da terra e da lua, antenas parabólicas e até uma miniatura de um foguetão, hoje, quando Máximo Ferreira compara o CCVC com há 20 anos quase se emociona.

“O trabalho é de toda uma equipa que foi crescendo e que se foi dedicando de alma e coração”, diz, e que resulta hoje num equipamento “reconhecido já internacionalmente que a nível nacional não tem igual e contribui muito para a literacia científica da nossa região”.

Durante este fim de semana, o Centro Ciência Viva de Constância abriu, como sempre, as portas ao público, mas com um programa especial. Além das tradicionais observações do céu, decorreu também a cerimónia de abertura de um observatório de estrelas variáveis.

“É um conhecimento que nós hoje temos que resultou do trabalho de muitos astrónomos amadores e profissionais por todos os pontos do mundo. Em Portugal, uma das pessoas que vamos evocar é um astrónomo que faleceu há pouco tempo e cuja família cedeu ao CCVC o equipamento com que esse astrónomo trabalhava”, explica Máximo Ferreira.

Um momento que contou com a presença do presidente da Associação Portuguesa de Astrónomos Amadores, Pedro Ré, e amigos e familiares de João Rui Alveirinho Correia.

Ainda no sábado, o centro abriu ao público um espaço que poucas vezes é utilizado: um observatório solar, através do qual efetuam, por exemplo, estudos sobre manchas solares e radiação solar. Naquele dia foi possível detetar o número de raios cósmicos a passar pelo edifício do centro e até pelo corpo das pessoas.

Já pela noite, o grande telescópio do CCV – e que tem sido já usado por investigadores portugueses nos seus estudos – foi oficialmente inaugurado na sua nova cúpula automática.

Questionado sobre que prenda gostaria que o CCV – Parque de Astronomia recebesse no dia de aniversário, Máximo Ferreira pediu apenas “algum desafogo financeiro” para o desenvolvimento das atividades do dia a dia e aquisição de alguns equipamentos.

As comemorações do 18.º aniversário do Centro Ciência Viva de Constância prosseguiram na manhã de domingo, dia 20 de março e início da Primavera, com um percurso pedestre interpretativo à volta do centro. Já pela tarde, nas Quintas do Tejo, em Montalvo (espaço onde o CCVC pretende vir a desenvolver um museu comunitário no futuro), decorreu uma “espécie de festa da Primavera”, com a presença do Rancho Etnográfico de Malpique, Banda Filarmónica Montalvense 24 de janeiro, e do Lvsitanvs, o maior carrilhão itinerante do mundo, pertença da CICO, com sede em Constância.

c/Ana Rita Cristovão

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.