Algumas crianças do Agrupamento de Escolas de Constância foram diagnosticadas nos últimos dias com gripe A, situação que está a causar alarme entre os pais e encarregados de educação, por receio de contágio e incremento do surto. Segundo apurou o mediotejo.net, alguns pais defendem o encerramento das escolas por precaução e, enquanto tal não acontece, estão a optar por ter os filhos em casa, mas o ACES Médio Tejo, em informação divulgada pela direção do Agrupamento de Escolas de Constância, considera que não há razão “para alarmismos nem necessidade de medidas extras ou de isolamento”.
A informação foi confirmada pela direção do Agrupamento de Escolas de Constância, tendo sido veiculado nas redes sociais um comunicado subscrito pela própria diretora do AEC, Olga Antunes.
A diretora refere ter sido informada por pais/encarregados de educação sobre o diagnóstico dos menores, motivo que a levou a contactar ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Médio Tejo, na pessoa da Coordenadora da Unidade de Saúde Pública.
“Foi-me confirmado não haver razão para alarmismos nem necessidade de medidas extras ou de isolamento, apenas sendo aconselhadas medidas preventivas comuns aos períodos de surto de gripe, como sejam: higiene das mãos, etiqueta respiratória e arejamento dos espaços comuns”, por ler-se na informação do AEC.
Anexa ao mesmo comunicado, segue informação da DGS sobre a gripe A, contextualizando o seu aparecimento em 2009 pela primeira vez, frisando que passou a ser “uma gripe sazonal sem nenhuma especificidade”.
A designação “Gripe A” apenas foi aplicada em 2009/2010, “não estando atualmente em vigor, pois a partir dessa data, a circulação do vírus do subtipo A(H1N1)pdm09 tornou-se natural, passando a ser uma gripe sazonal sem nenhuma especificidade, nomeadamente no que respeita a cuidados especiais de isolamento com doentes/contactos”, lê-se.
Ainda assim, são várias as manifestações de preocupação e receios por parte de pais e encarregados de educação que chegaram à redação do nosso jornal, existindo muitos a defender o encerramento das escolas como forma de prevenção de contágio. Muitos estão a optar por não deixar os filhos ir à escola.
“Não há razões para alarmismos” – ACES Médio Tejo
“As crianças cujas análises detetaram o vírus influenza e, eventualmente o H1N1, e que estão afetadas pela gripe A, mais não mostram que estão com gripe, sendo que as pessoas estão alarmadas porque associam a agressividade do vírus ao período de 2009, o que hoje já não sucede, provocando apenas gripe”, disse, entretanto, a coordenadora da Unidade de Saúde Pública (USP) do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo.
Questionada sobre o número de casos nas escolas daquele município, Maria dos Anjos Esperança disse ter recebido informação de “nove crianças em falta na creche da Santa Casa da Misericórdia e quatro casos no Agrupamento de Escolas”, tendo feito notar que a gripe, “sendo contagiosa, torna-se mais fácil de propagar em ambientes fechados e com muitas crianças”, como é o caso das escolas.
“Não há razão para alarmismos nem necessidade de medidas extras ou de isolamento, basta que as crianças com gripe fiquem em casa e sigam o tratamento sintomático, e que nas escolas sigam os procedimentos preventivos habituais, como seja a lavagem correta das mãos ou uso de soluções alcoólicas, tossir ou espirrar para o braço e não para as mãos, usar uma única vez o lenço de papel e ter os espaços sempre limpos e arejados”, afirmou.
A diretora do Agrupamento de Escolas de Constância (AEC), Olga Antunes, disse ter “quatro casos confirmados pelos próprios pais” de crianças afetadas pela Gripe A com idades diversas – “desde o Jardim de Infância, ao 1º ciclo e ao ensino secundário” -, e que “estão em casa em tratamento normal” para uma gripe.
O presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento Vertical de Escolas (APEAVEC) de Constância disse que “a APEAVEC está de acordo com as medidas e precauções tomada pela direção do agrupamento de escolas.
“O surto da gripe A não tem hoje a dimensão de 2009 e não requer tantas preocupações para a tomada de medidas que alguns pais estão a tomar ou reivindicar, pelo que entendemos que a escola tomou as medidas necessárias em termos de procedimentos e também ao nível de higiene e limpeza”, conclui Joaquim Pincante.
Com Agência Lusa
