O presidente da Câmara de Constância, Sérgio Oliveira (PS) explicou que o valor de 21.250,00 euros, que para 2024 “não sofreu atualização”, é transferido pelo município para a Associação tendo em conta a sua atividade regular. A vereadora da CDU, Manuela Arsénio, não votou por integrar os órgãos sociais da Associação Casa-Memória de Camões. Assim, a proposta de contrato-programa a celebrar com a Associação foi aprovada unicamente com os votos do Partido Socialista.
Uma muito antiga tradição de Constância, passada de geração em geração, afirma que Camões aqui terá vivido durante algum tempo, em cumprimento de uma pena a que fora condenado, apontando umas ruínas à beira do Tejo como tendo sido a casa que acolheu o épico.
Essa tradição ganhou expressão nacional graças ao empenho de Adriano Burguete, médico constanciense que, nos meados do século passado, se esforçou por demonstrar a veracidade da tradição popular, e ao trabalho e persistência de Manuela de Azevedo, jornalista, que dedicou a maior parte da sua vida a esta causa.
Recorda-se que a Associação Casa-Memória Camões foi fundada por Manuela de Azevedo em 1977, tendo por objetivo principal consolidar a ancestral relação de Constância com a memória de Camões.
As ruínas da casa quinhentista foram classificadas como imóvel de interesse público em 1983. Sobre elas, depois de consolidadas, foi erguida a Casa-Memória de Camões, segundo projeto da Faculdade de Arquitetura de Lisboa.

