Casa Memória Camões apresenta poesia satírica no sábado de Carnaval. Foto: DR

A Casa Memória de Camões recebe, na tarde do sábado de Carnaval, dia 18, uma Tertúlia de Poesia Satírica, em que vão predominar “a ironia, a crítica social e o insólito”, afirma a instituição em comunicado.

Lembrando que a sátira está presente na literatura portuguesa, “desde os primórdios, com as cantigas de escárnio e maldizer”, tendo sido usada por poetas como Luís de Camões, “servido os manifestos modernistas, o ‘non sense’ do surrealismo ou a necessidade de criar metáforas e alegorias que passassem rasteiras à censura”, os responsáveis pela iniciativa afirmam que, na atualidade, continua a ser um instrumento crucial, sobretudo na poesia.

“Disso se falará com abundância de exemplos práticos a prometerem sorrisos e mesmo algumas gargalhadas e, como é habitual, todos os tertulianos são convidados a uma participação ativa, com leituras ou comentários sobre poemas próprios ou de outros autores.

A entrada é livre e a partilha de leituras sempre incentivada”, acrescentam.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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