Mudou a organização mas o espírito mantém-se. Os festejos carnavalescos em Montalvo, no Concelho de Constância voltaram à rua neste domingo, dia 3, para alegria de centenas de foliões.
Em anos anteriores era a JICA – Juventude Inovadora com Atitude, de Montalvo, a organizar as atividades de Carnaval, mas entretanto esta associação juvenil foi extinta e o desafio passou para a Casa do Povo.
Por sua vez, a Casa do Povo teve eleições em meados de janeiro e foi a nova direção que, em poucas semanas, teve de organizar os festejos.
Ana Grenho, a nova Presidente da Casa do Povo de Montalvo, assume que o objetivo era o de manter a tradição e, tendo em conta as circunstâncias, tudo foi preparado em contrarrelógio.
Para a organização dos festejos carnavalescos, a Casa do Povo contou com apoios da Junta de Freguesia, da Câmara e das associações do Concelho.
O resultado foi um corso com sete grupos de foliões num total aproximado de 170 pessoas que fizeram o percurso habitual desde a Quinta de D. Maria, pela rua Annes de Oliveira (a principal artéria que atravessa toda a localidade), passando também pela rua da Cantina. Alguns carros alegóricos completavam o corso, onde não faltou a sátira política, lembrando por exemplo o prometido Centro de Dia de Montalvo que tarda em concretizar-se.
Além do cortejo, realizam-se bailes na Casa do Povo de Montalvo. Aliás, o objetivo da organização é que o baile da noite de segunda feira, dia 4, seja o reviver de “um baile de carnaval dos velhos tempos”, nas palavras de Ana Grenho.

Novo fôlego para uma Casa com quase 50 anos
A nova Presidente, depois de 17 anos emigrada no Brasil, regressou à sua terra e assumiu o desafio de gerir os destinos da Casa da Povo, uma instituição que, em 2020, completa 50 anos de história.
Projetos e ideias não faltam, mas os escassos recursos financeiros e humanos fazem com que seja difícil concretizá-los. Seja como for, a Casa do Povo de Montalvo continua a ser um ponto de encontro da população local. Um dos objetivos dos novos dirigentes é angariar mais sócios e recuperar os que deixaram de frequentar a coletividade.
Ana Grenho gostaria que a Casa do Povo “voltasse a ser o que foi nos seus tempos áureos.”
