Parque Infantil em Portela de Santa Margarida da Coutada. Créditos: CMC

O Parque Infantil da Portela, em Santa Margarida da Coutada, encontra-se em terreno que não é propriedade do Município de Constância, explicou na reunião de executivo de quarta-feira o presidente da Câmara de Constância, após uma pergunta da vereadora eleita pela CDU, Manuela Arsénio. No sentido de avançar com a empreitada de requalificação do equipamento, a Câmara Municipal propôs à Sociedade Recreativa Portelense – proprietária daquele terreno urbano com cerca de dois mil metros quadrados – “um destaque daquela parcela” e “uma doação à Câmara”, proposta que “defendia melhor os interesses da Câmara Municipal”, indicou Sérgio Oliveira.

Mas a proposta foi recusada pelos associados da Sociedade Recreativa Portelense que por sua vez propuseram um contrato de comodato. Segundo informou o presidente durante a sessão, “a minuta já foi feita e enviada para a associação”, propondo “uma cedência do uso do espaço por um período de 25 anos” com o objetivo da requalificação do Parque Infantil. Os serviços da autarquia, acrescentou, “têm tudo preparado para o lançamento da empreitada”.

ÁUDIO: PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CONSTÂNCIA, SÉRGIO OLIVEIRA

No passado, o espaço já foi requalificado pela Câmara mas apesar da troca de correspondência entre a Câmara e a Sociedade Recreativa Portelense “nunca houve nenhum instrumento jurídico que desse legitimidade à Câmara Municipal para fazer uma intervenção naquele espaço”, referiu ainda Sérgio Oliveira, à margem da reunião, aos jornalistas.

Para aquele espaço “está perspetivado arrancar os equipamentos degradados, substituir o pavimento, e substituir os equipamentos por equipamentos diferentes dos que existem no resto do concelho, para criar ali um espaço diferenciador”, concluiu.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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