Primo Levi (1919-1987) é o escritor do mês na Biblioteca Municipal Alexandre ‘Neill, em Constância.
“Há dois tipos de sobreviventes do Holocausto: os que calam e os que falam”, disse um dia este discreto químico italiano – vítima, como tantos outros judeus, das atrocidades que fizeram de Auschwitz um buraco negro na História do século XX.
Após o fim da guerra, Levi, que nunca deixou de ser o prisioneiro n.º174517, escolheu falar do horror nazi em vários dos seus livros, um dos quais, ‘Se Isto é um Homem’, crónica quase científica do que se passou, narrada de forma objetiva, viria a transformar-se num dos melhores reflexos literários do dever de memória que pesava sobre quem conseguiu escapar do inferno.

