O presidente da Câmara de Constância disse ser “insuficiente” o investimento de 2,8 ME no reforço dos pilares da Ponte da Praia, empreitada anunciada na sexta-feira pela Infraestruturas de Portugal (IP) para aquela travessia sobre o rio Tejo e que une os municípios de Constância e Vila Nova da Barquinha. A mesma linha de pensamento foi defendida pelo presidente do município barquinhense, Fernando Freire (PS).
“Este investimento não é suficiente porque o que é necessário é uma nova travessia nesta zona, que resolva de vez os problemas de circulação a estas populações, aos militares que desenvolvem de forma muito ativa a sua atividade nesta região, e acabe com os constrangimentos que aqui se verificam ao desenvolvimento da economia local, regional e nacional”, disse Sérgio Oliveira (PS).
Contactado pelo mediotejo.net, o presidente do município de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire (PS) também defendeu a “necessidade premente” de uma nova travessia sobre o Tejo e que ligue à A23, tendo lembrado os constrangimentos e os elevados encargos anuais que as duas autarquias assumem em termos de manutenção e conservação de um equipamento que não serve o desenvolvimento e a mobilidade na região, quer à população, quer aos empresários, quer aos muitos militares que aqui desenvolvem a sua atividade.

A IP anunciou na sexta-feira o arranque de uma intervenção e investimento de 2,8 ME no reforço dos pilares da ponte ferroviária da Praia, travessia rodoferroviária que também serve o trânsito rodoviário entre os concelhos de Vila Nova da Barquinha e Constância, em empreitada que vai durar um ano e que visa a “melhoria das condições de circulação” na Linha da Beira Baixa.
“Com um investimento associado de 2,8 milhões de euros, esta obra tem como principal objetivo o reforço das condições de estabilidade estrutural da ponte e a reabilitação ao nível das fundações”, pode ler-se na informação da IP.
Inaugurada em 1889 apenas como travessia ferroviária sobre o rio Tejo, a ponte da Praia do Ribatejo liga as estradas nacionais EN3 e EN118, unindo Praia do Ribatejo (Vila Nova da Barquinha) à freguesia de Santa Margarida da Coutada (Constância).

Em 1988, a estrutura antiga (entretanto substituída por outra nova, assente sobre os mesmos pilares), foi adaptada a ponte rodoviária e cedida às Câmaras de Vila Nova da Barquinha e Constância.
A circulação rodoviária naquela ponte só é permitida a veículos ligeiros até 3500 quilos e que não ultrapassem os 2,10 metros de altura e os 2,40 metros de largura, exceptuando as viaturas de emergência e transportes escolares.

O autarca de Constância referiu que a questão ferroviária “nem é a mais preocupante nos constrangimentos que se verificam” atualmente, tendo reiterado que aquela travessia, “em termos rodoviários, continua a funcionar apenas com um tabuleiro e com a circulação rodoviária a fazer-se num só sentido”, alternado e regulado por sinalização semafórica, tendo insistido na “construção de uma nova ponte” na região e que situe entre a fronteiras dos municípios de Constância e de Abrantes.
“Esta é uma antiga aspiração do município de Constância e o Governo está a par desta necessidade”, concluiu.
C/LUSA
