Autarca de Constância defende serviço obrigatório para médicos no Estado. Foto arquivo: Ricardo Escada7mediotejo.net

Na quarta-feira, em Assembleia Municipal, o presidente da Câmara de Constância, em resposta a uma deputada municipal do PS, deu conta que a Extensão de Saúde de Santa Margarida continua sem médico de família, confirmando que estava prevista a colocação de uma médica no dia 11 de abril. No entanto, no dia 12, a profissional que já tinha aceite o serviço informou que, devido a razões de ordem pessoal, não iria realizar o mesmo”.

Sérgio Oliveira garantiu que o executivo “tem tentado junto do ACES do Médio Tejo uma solução para Santa Margarida. Eu próprio já liguei para cinco ou seis médicos a tentar convencê-los a vir para Santa Margarida”, mas sem sucesso, explanou o autarca em resposta à eleita sociaalista.

ÁUDIO | SÓNIA SOBRAL, DEPUTADA MUNICIPAL BANCADA DO PS:

ÁUDIO | DEPUTADA MUNICIPAL DO PS, SÓNIA SOBRAL

Portanto, “ao dia de hoje não posso dizer às pessoas que tenho, ou o ACES, uma solução para amanhã”, afirmou Sérgio Oliveira, considerando não haver “coisa pior na política do que criar expectativas nas pessoas que depois não se concretizam. As pessoas ficam desiludidas e quem o faz passa por mentiroso e eu não quero passar por mentiroso”, afirmou o presidente da Câmara.

Assembleia Municipal de Constância. Créditos: mediotejo.net

Garantiu, no entanto, que “da parte do Município de Constância há um empenho grande, junto do ACES e fora do ACES, na procura de uma solução para Santa Margarida da Coutada”.

O autarca afirmou que este é “um problema que assola, de Norte a Sul, o país e por todas as razões e mais algumas me preocupa especialmente, pela questão da mobilidade das pessoas, por ter uma população envelhecida, porque somos atravessados pelo rio Tejo com as poucas condições que temos”.

ÁUDIO | SÉRGIO OLIVEIRA, PRESIDENTE CM CONSTÂNCIA:

ÁUDIO | PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CONSTÂNCIA, SÉRGIO OLIVEIRA

Recorrem à Unidade Cuidados Saúde Personalizados (UCSP) de Constância, polo de Santa Margarida, cerca de 1600 utentes segundo a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. Após a aposentação da médica, no dia 1 de abril, que dava consultas em Santa Margarida da Coutada, a autarquia entretanto anunciava que contava ter no dia 11 uma resposta, a tempo parcial, às segundas e terças-feiras, no período da tarde, para estes utentes, assegurada pela drª Júlia Rebelo.

Ao não se verificar, os utentes de Santa Margarida da Coutada, uma freguesia que se situa na margem Sul do Tejo e Constância na margem Norte, têm de continuar a recorrer ao Centro de Saúde de Constância que conta com dois médicos.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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1 Comment

  1. Este é um falhanço total da política do Partido Socialista. No ano de 2015 um dos temas da campanha eleitoral foi a de que todos os portugueses passassem a ter médico de família quando, na altura, pouco mais de um milhão não tinham essa possibilidade. Hoje, passados mais de 7 anos de governação, são mais de 1.600.000 os portugueses que não têm acesso a médico de família e segundo todos os indicadores a situação é para o agravamento.

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