A moção sobre o aproveitamento do “Aeródromo de Tancos como aeroporto regional” foi aprovada por unanimidade na sessão ordinária da Assembleia Municipal realizada a 28 de fevereiro, surgindo na sequência de uma outra moção aprovada pelo Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. O documento tem sido aprovado pelos municípios da região, considerando que este investimento representa uma medida vital para a coesão territorial do Médio Tejo, Lezíria, Beiras e Alto Alentejo.
Sérgio Oliveira (PS), presidente da Câmara Municipal de Constância, disse durante a sessão que o aeródromo de Tancos “é uma infraestrutura que não diz apenas respeito ao concelho de Vila Nova da Barquinha” e que a ser uma realidade “irá contribuir para a fixação de pessoas e criação de muitos postos de trabalho nesta região”.
O autarca notou que Constância, localizada à beira do concelho de Vila Nova da Barquinha, poderá também tirar partido e vantagens deste investimento.
“Será uma vantagem para todos, essencialmente pela centralidade que o equipamento tem a nível nacional. O país não se pode dar ao luxo de ter uma infraestrutura existente e que não está a ser rentabilizada, nem utilizada”, afirmou, notando que se trata de um esforço “conjunto” entre todos os municípios do Médio Tejo, para que o Governo faça alguma coisa e oiça esta proposta.
No texto da moção aprovada é frisado que a criação de um aeroporto regional civil-militar em Tancos iria valorizar a zona centro do país, e todo o Interior, “por forma a dar resposta adequada ao turismo religioso, com especial enfoque em Fátima, ao turismo cultural e de lazer das nossas regiões e permitiria uma melhor penetração nos mercados internacionais das empresas regionais do Médio Tejo, da Lezíria do Tejo, do Alto Alentejo e das Beiras”, com “custos financeiros desmesuradamente inferiores a qualquer outra solução”.
Segundo o definido pelos municípios da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, “os primeiros objetivos passam por uma recolha de elementos dos estudos já efetuados sobre o aeródromo de Tancos, bem como realizar os estudos necessários para a implementação de um aeroporto regional civil-militar”.
Após isso, “os Municípios da região irão empenhar-se junto da administração central para que esta realize, o quanto antes, estudos para a remodelação ou construção de novas infraestruturas tendo em vista o desenvolvimento da região e da coesão nacional, contribuindo para atenuar assimetrias de desenvolvimento nas zonas de baixa densidade”.
O documento enumera ainda as mais-valias deste aproveitamento, quer pela localização, quer pela proximidade às sedes de distrito no centro do país, bem como a existência de equipamentos e infraestruturas que podem servir e complementar esta hipótese.
Na mesma informação enumeram-se algumas das mais-valias apontadas para este local, referindo-se que o Polígono militar de Tancos “detém servidões aeronáuticas já constituídas (a 1ª Servidão com 3,26 Km2, a 2ª Servidão com 6,18 km2); espaço aéreo livre; duas pistas com 2440m e 1200m de comprimento, respetivamente; terrenos adjacentes desocupados (por servidões militares) para futura ampliação; excelentes níveis anuais de visibilidade”.
Por outro lado, ganha pela sua “centralidade geográfica (a 1 hora de Lisboa, 20 minutos de Fátima, 50 minutos de Coimbra e 50 minutos de Castelo Branco, e cerca de 1 hora de Portalegre); zona de baixa densidade; unidades militares instaladas para situações de emergência e catástrofe; rede de autoestradas e itinerários principais ao seu lado, A13 e A23; linha confinante de caminho-de-ferro eletrificada (linha do norte e do leste)”, pode ler-se.
