Assembleia Municipal de Constância. Créditos: mediotejo.net

No dia 16 de dezembro, os eleitos Coligação Democrática Unitária (CDU) apresentaram e viram aprovada uma recomendação sobre o investimento de 50% do valor arrecadado pela Derrama no tecido económico concelhio, Assim, recomendaram à Câmara de Constância, na Assembleia Municipal, “um empenho suplementar, por parte do executivo municipal, na sensibilização de agentes económicos, políticos e sociais com o objetivo de investirem no concelho, investir pelo menos 50% do valor da Derrama arrecadada anualmente na criação de melhores condições para o tecido económico existente e na fixação de novos empresários, como sejam a ampliação da Zona Industrial, segurança, áreas de produção energética através de painéis solares, promoção externa da Zona Industrial e do restante tecido económico, etc”.

A recomendação da CDU, que acabou aprovada por unanimidade, apontava ainda para a “abordagem com as diversas entidades governamentais competentes sobre a (re) dinamização do Campo Militar de Santa Margarida para que esta estrutura contribua novamente para a dinâmica da Freguesia”.

Mas sobre este ponto, o presidente da Câmara Municipal de Constância, Sérgio Oliveira (PS), aproveitou a oportunidade para deixar claro que “não aceita que a Câmara Municipal tenha responsabilidades na diminuição” do número do efetivo militar no Campo de Santa Margarida.

Com a divulgação oficial dos Censos de 2021, feita pelo INE, a CDU lembrou também que o concelho de Constância “teve uma perda de população de 6,4%, cabendo à Freguesia de Santa Margarida da Coutada a maior redução com 10,50%, Constância 3,5% e Montalvo 2,8%”.

Acrescentou que “depois de um período situado entre 1987 e 2010, em que houve uma redução da dependência dos fundos municipais face ao Orçamento do Estado, com uma redução de 90% para cerca de 70%, assistimos, desde essa data, a uma estabilização e ultimamente à sua tendência de inversão. Todos sabemos que a existência de emprego, seguido de habitação é os principais fatores de fixação de pessoas e criação de riqueza, sendo estes os dois elementos cruciais para a qualidade de vida dos atuais 3798 habitantes e a sustentabilidade futura do município”.

Por isso defendeu que a política municipal “exige uma definição/correção clara nas políticas de investimento de forma a contrariar rapidamente estas duas realidades: A desertificação/despovoamento e a sustentabilidade financeira. A concretização do que é descrito nos programas eleitorais dos vários partidos, particularmente no partido que hoje governa o município, será um bom começo para atingir este objetivo, caso assim não aconteça vamos continuar a assistir ao inexorável definhamento do Concelho e em particular da Freguesia de Santa Margarida da Coutada”.

A este propósito Sérgio Oliveira referiu que a perda de população não é um fenómeno exclusivo do concelho de Constância, no cenário demográfico do país, e que no que toca à década a que incidiu os Censos de 2021 “o PS só é responsável por quatro anos”, sublinhou.


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A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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