Os ânimos exaltaram-se na sessão da Assembleia Municipal de Constância do dia 20 quando se discutia a isenção de taxas da empresa Vila Poema – Soc. Exploração Gestão Hoteleira, Lda., que está a construir na vila o Villa Tejo Nature & Spa Hotel, unidade de 4 estrelas.
Se na Câmara, os dois vereadores do PS abstiveram-se neste assunto, na Assembleia, a bancada dividiu-se e radicalizou a sua posição. Quatro vogais do PS votaram contra, enquanto o Presidente da Junta de Montalvo, Jorge Pereira (PS) optou pela abstenção.
O que estava em causa era uma isenção de 1.980 euros de taxas do projeto do hotel. A Presidente da Câmara explicou as razões do assunto vir à Assembleia. É que o regulamento não prevê este tipo de isenções e tem de ser o órgão deliberativo a aprovar tal isenção. Mais uma vez elogiou o investimento e o promotor que “teve a coragem de investir no concelho”. Referia-se a João Rosa, empresário que estava a assistir à sessão.
Rui Ferreira, líder da bancada da CDU, depois de contextualizar o assunto, lembrou que, na carta estratégica do concelho, um dos vetores principais é justamente o desenvolvimento turístico. Além disso, referiu que os programas eleitorais de todos os partidos referem o apoio ao investimento e ao turismo.
Argumentou ainda com a criação de postos de trabalho e com o trabalho que a Câmara realizou na zona industrial de Montalvo para captação de empresas. Por isso considerou “da mais elementar justiça” a isenção de taxas.
Em resposta à vogal Filipa Ferreira (PS) sobre se a mesma isenção seria aplicada a outros investidores daqui para a frente, a Presidente da Câmara explicou que qualquer isenção deste género tem de vir sempre à Assembleia Municipal e anunciou uma revisão dos regulamentos para prever apoios a este tipo de investimentos
“Para reflexão”, a vogal Célia Abreu (PS) questionou para quem pesa mais o valor da isenção (1980 euros), para o Município ou para o promotor?
O caldo entornou depois do vogal Rui Ferreira (CDU) ler uma declaração na qual criticava o sentido de voto do PS e confrontava os eleitos socialistas com o seu programa eleitoral onde se defende a atração de investimento e a aposta no turismo.
A bancada do PS pretendia responder à declaração de voto, mas o Presidente da Mesa informou que tal não era permitido.
Nessa altura, a Vogal Célia Abreu (PS) abandonou a sessão em sinal de protesto dizendo: “isto é uma palhaçada”
