Biblioteca Municipal Alexandre O´Neill, em Constância. Foto: Ricardo Escada

‘No fundo de uma gaveta’ é o título da exposição de pintura de Ana Joaquim que vai estar patente ao público na Biblioteca Municipal Alexandre O’ Neill, em Constância, de 29 de janeiro a 19 de fevereiro. A artista é natural de Tramagal e reside na freguesia de Santa Margarida da Coutada (Constância) desde muito jovem.

Com a realização da exposição pretende a autora não só dar a conhecer algumas das suas obras “guardadas no fundo de uma gaveta” como também apresentar as ilustrações da sua autoria que integram o livro “Antes Que a Luz Apague a Escuridão”, de Telmo Mendes.

Abordando a sua relação com o desenho Ana Joaquim diz que “desenha desde sempre e é no desenho/pintura que encontra cais para os mares atribulados do dia-a-dia”. Pinta no auge da tristeza ou da alegria e imortaliza no papel, sentimentos que lhe correm por dentro.

Foi em 1995 que a autora participou pela primeira vez numa exposição coletiva e assim continuou até encerrar esse processo em 2008. Como hobby sempre se dedicou a telas e pincéis, mas foi em 2018 que foi convidada a explorar o desenho a carvão.

Ana Joaquim viu o seu trabalho voar-lhe das mãos, em 2020, com o lançamento do livro “Antes Que A Luz Apague a Escuridão”, do escritor Telmo Mendes, também residente em Constância. Em 2023, viu o seu trabalho derrubar fronteira, através de um desenho que neste momento, passeia pelas ruas da Índia, Bangladesh, Lituânia e Brasil.

A inauguração da exposição está agendada para as 18h00 de segunda-feira, dia 29 de janeiro.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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