Na sessão de abertura, o presidente da Câmara Municipal de Constância, Sérgio Oliveira, afirmou que as Pomonas Camonianas representam muito mais do que uma recriação histórica, constituindo uma das principais marcas identitárias da comunidade. “As Pomonas Camonianas reafirmam a ligação que a nossa terra tem com o poeta maior da nossa cultura, Luís Vaz de Camões”, declarou.
O autarca sublinhou que a relação entre Constância e o autor de Os Lusíadas assenta numa tradição transmitida ao longo de gerações, considerando que a presença de Camões na antiga vila de Punhete ultrapassa a discussão sobre a existência de provas históricas definitivas.
“Não importa ter a prova científica se esteve cá ou não. A verdade é que ele está cá”, afirmou, apontando como exemplos dessa presença o Monumento a Camões, o Jardim-Horto Camoniano, a Casa-Memória de Camões, a associação dedicada ao poeta e as próprias Pomonas Camonianas.




Sérgio Oliveira evocou ainda duas personalidades ligadas ao estudo e valorização da herança camoniana em Constância: Adriano Burguete, impulsionador da investigação sobre a permanência de Camões na vila, e Manuela de Azevedo, que classificou como “uma apaixonada por Camões e por Constância” e “grande obreira deste património cultural”.
O presidente da Câmara considerou mesmo que não existe em Portugal outra localidade que mantenha uma relação tão forte com o poeta. “Não temos conhecimento que exista em Portugal uma terra que tenha tanta ligação a este poeta como nós, que o homenageie e exalte como no nosso concelho”, afirmou.




ÁUDIO | SÉRGIO OLIVEIRA, PRESIDENTE CM CONSTÂNCIA:
Ao longo dos próximos dias, a vila regressa simbolicamente ao século XVI através do tradicional Mercado Quinhentista, da animação de época, da música, da dança e da declamação de poesia. O evento conta com uma forte participação da comunidade escolar, associações e instituições locais.
Para Sérgio Oliveira, as Pomonas Camonianas são também um exemplo da capacidade de mobilização da comunidade. “Simbolizam o festejar o poeta, mas também a união da nossa comunidade, o incutir nos mais novos as raízes identitárias da nossa terra e o gosto pela cultura”, referiu.
O autarca destacou ainda o papel da cultura na sociedade contemporânea, considerando que esta assume uma importância crescente “na eliminação das barreiras sociais, no aproximar das pessoas e na promoção da coesão e da união das comunidades”.













As XXIX Pomonas Camonianas decorrem nos dias 6, 7, 9 e 10 de junho, integrando-se nas celebrações do Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas. O programa inclui recriações históricas, mercado quinhentista, animação de rua, teatro, dança, poesia e iniciativas culturais e científicas dirigidas a públicos de todas as idades.
Criadas para celebrar a ligação histórica de Constância a Luís de Camões, as Pomonas Camonianas transformam anualmente o centro histórico da vila num cenário quinhentista, onde flores, frutos, artesãos, músicos e personagens de época recriam o ambiente do século XVI.
A iniciativa é hoje um dos eventos culturais mais emblemáticos do concelho, envolvendo escolas, associações e centenas de participantes numa celebração da memória camoniana e da identidade local. Programa completo AQUI.



